Granblue Fantasy: Relink – Endless Ragnarok – Praticamente uma versão definitiva do título | Análise

Analisado no PC


Granblue Fantasy: Relink – Endless Ragnarok é uma expansão para Granblue Fantasy: Relink (2024) que está prevista para ser lançada em 8/9 de julho de 2026 com versões para PC, PlayStation 5, PlayStation 4 e como um lançamento para Nintendo Switch 2 como uma versão única do título.

Trazendo novidades, além de um necessário balanceamento de personagens e sistemas. Endless Ragnarok não é só uma expansão, mas sim uma verdadeira versão definitiva desta experiência que agora pode ser jogada em crossplay entre plataformas.

Sem spoilers, Endless Ragnarok se passa após os eventos do jogo base e continua a história dos nossos aventureiros que agora precisam enfrentar uma nova ameaça e quem sabe um velho conhecido da franquia. Para acessar o conteúdo é necessário terminar a trama inicial e temos novas missões principais e secundárias de alto nível, para saber mais sobre o jogo base veja nossa análise original no link a seguir: Granblue Fantasy: Relink – Quando Granblue encontra Monster Hunter | Análise – Gamers & Games

Para facilitar o progresso de quem estiver começando essa jornada, por exemplo, os jogadores de Nintendo Switch 2 que estão recebendo o jogo pela primeira vez. Endless Ragnarok traz algumas novidades nos sistemas que incluem a nova atividade Confluência (Confluxo), liberada no decorrer da campanha e já disponível para quem se encontra no fim de jogo.

As Confluências são labirintos em um formato roguelike, onde o jogador avança em cenários escolhendo caminhos aleatórios que aparecem após concluir um nível. Temos aqui desde níveis de horda, batalha contra elites ou chefes, até mesmo atividades de destreza como puzzles, jogos da memória e mini games. Independentemente do que escolher, o final desta atividade sempre é uma batalha de chefe e as recompensas aqui são interessantes, tanto para facilitar a progressão inicial, quanto para masterizar os itens de fim de jogo.

Este novo modo também introduz auras e um sistema de habilidades passivas, ambos únicos para a atividade e concedendo melhorias para todo o grupo. Assim como os caminhos, as auras também são aleatórias e você pode escolher quais ativar ou melhorar no decorrer da jogatina, o que cria uma segunda opção de customização para melhorar o seu grupo, potencializando ataque ou defesa dos personagens. As habilidades passivas chegam com uma árvore única que também ativa melhorias para o grupo, estas que podem ser desbloqueadas com pontos da atividade e assim como tudo no jogo, nós temos diferentes níveis de Confluência e os mais avançados requerem equipamentos e passivas melhorados.

Confluxo a parte, as novas atividades são focadas em conteúdo de fim de jogo e requerem itens e personagens melhorados, ou seja, o grind/farm de itens é real e felizmente o sistema foi um pouco reformulado a fim de deixar os equipamentos mais acessíveis, o grind menos enjoativo e temos adições para ajudar nas novas batalhas.

Quem jogou o jogo base sabe o quão enjoativo e difícil é o farm de armas e sigils que basicamente se resume a fazer os últimos dois chefes finais por N vezes até conseguir os itens, sendo que estes têm possibilidades aleatórias. Felizmente este sistema foi modificado e agora os chefes finais como Proto-Bahamut irão deixar cair recursos e não armas, assim o jogador simplesmente junta este recursos e cria a arma que desejar, sem precisar contar com a sorte.

Os jogadores que estão com os personagens já no máximo, agora podem liberar os Master Traits para potencializá-los ainda mais. Estes Master Traits são uma nova coluna de habilidades passivas que podem ser ativadas e cada personagem tem três destas, com os pontos podendo ser alocados e realocados quando estiver na cidade. Estas novas passivas ativam efeitos diferentes, temos desde coisas básicas como aumento de dano ou vida, até mesmo modificações nas habilidades dos personagens e efeitos. Os Master Traits são essenciais para uma progressão mais amigável no conteúdo de Ragnarok que conta com batalhas épicas contra novos chefes e uma escalada de dificuldade ainda maior.

A expansão também adiciona novos personagens e equipamentos, mas não vamos dar spoilers destes, porém já adianto que o grind/farm ainda é real e constante. Caso queira continuar com os personagens que já tenha, você pode usar e abusar da nova habilidade de Invocação para ajudar nos combates contra estes novos inimigos.

As Invocações são uma nova classe de habilidades que podem ser utilizadas durante o combate. Para utilizá-las, é preciso escolher quais e equipá-las antes de iniciar uma missão, só é possível utilizá-las ao preencher um medidor, mas assim que estiver pronto é só ativar e quando em coop, cada jogador pode levar apenas uma. Temos diferentes tipos disponíveis e eles funcionam como criaturas que podemos controlar para causar dano massivo ou causar dano e ao mesmo tempo encher o medidor de stun dos inimigos, com os efeitos variando conforme o tipo escolhido. Para liberar novas é necessário completar missões e objetivos e temos diversas que não podemos dar spoilers.

No geral a experiência de jogo foi boa com a expansão também trazendo melhorias de qualidade de vida pontuais, mas necessárias, como opções de interface, câmera, controle de personagens e botões de utilidade. Como dito mais acima, Endless Ragnarok funciona como uma versão definitiva do título, adicionando novidades e recursos, mas apesar de termos o Confluxo disponível já no decorrer da campanha para facilitar a progressão, a maior parte do novo conteúdo só é acessível no fim de jogo e a dificuldade aqui é alta. Para um jogador que já está com os personagens e equipamentos maximizados, é só fazer algumas modificações e partir para o combate, agora quem está começando, ou quem desistiu de jogar o fim de jogo por conta do grind pesado, terá um problema, pois serão necessárias dezenas de horas de jogo e um pouco de sorte para conseguir equipar pelo menos quatro personagens para tentar os novos desafios.

Os novos confrontos e dificuldades são pensadas para serem realmente desafiadores e até personagens bem equipados terão dificuldade. Mesmo utilizando um save game especial, disponibilizado pelos desenvolvedores para o acesso antecipado de análise, nossa experiência de jogo foi intensa, com chefes utilizando ataques devastadores e foi comum morrer ao receber apenas um acerto no início das novas missões.

No final, Endless Ragnarok é uma expansão muito bem vinda que adiciona melhorias e novos conteúdos de forma a expandir a jogatina e tentar acelerar a progressão. Mesmo com as novidades, Granblue Fantasy: Relink – Endless Ragnarok ainda é um título que requer dezenas de horas para ser masterizado e felizmente pelo menos será possível fazer parte da progressão sem ficar preso às mesmas duas ou três lutas de chefe. Ainda não temos um preço definido, mas se você gostou do jogo base, vale a pena embarcar nesta expansão e quem não tem o jogo é melhor optar pela nova versão que já vem com a DLC.

Veredito Gamers & Games:

Nota Final
8.5
/ 10

“Granblue Fantasy: Relink – Endless Ragnarok expande o excelente jogo base com muito conteúdo, melhorias de qualidade de vida e um endgame ainda mais robusto. O grind continua pesado, mas as mudanças tornam a progressão mais agradável e fazem desta praticamente a versão definitiva da experiência.”

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