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Dystopicon será lançado em 27 de julho no Steam com proposta satírica sobre trabalho, televisão e sobrevivência

Destaques da Notícia:

  • Dystopicon será lançado no Steam em 27 de julho por R$ 26,49.
  • Jogadores ganham salário assistindo TV em uma sociedade dominada por robôs.
  • Escolhas ao longo da campanha podem levar a 14 finais diferentes.

Dystopicon, simulador de vida satírico e distópico desenvolvido pelo estúdio espanhol Palitroque, será lançado no Steam em 27 de julho por R$ 26,49. Durante as duas primeiras semanas, o jogo contará com 15% de desconto. A proposta coloca os jogadores em uma sociedade retrofuturista onde os robôs substituíram os humanos no trabalho, transformando assistir à TV na principal forma de obter renda para sobreviver.

Uma distopia onde assistir TV virou trabalho

Em Dystopicon, o jogador assume o papel de um cidadão de Classe 2 que recebe uma moradia fornecida pelo governo. Sua principal tarefa é assistir à televisão para receber um salário e utilizar esse dinheiro para contratar serviços necessários para sobreviver e se divertir.

Ao longo da campanha, será possível decidir entre seguir as regras do sistema ou se rebelar contra ele. As escolhas feitas durante a jornada influenciam diretamente a narrativa e podem levar a um dos 14 finais disponíveis.

O modo história é dividido em seis cenários diferentes. O jogador começa vivendo em um quarto fornecido pelo governo e pode avançar até se tornar um cidadão do Partido ou acabar em um campo de reeducação. Cada cenário apresenta novas informações sobre o mundo do jogo, além de introduzir mecânicas e situações inéditas.

Além da campanha principal, Dystopicon também conta com um Modo Desafio. Nele, o objetivo é economizar dinheiro suficiente para escapar do quarto, sem boletins diários ou outras distrações, focando apenas na administração dos recursos disponíveis.

Projeto começou em 2018 e evoluiu para lançamento comercial

O desenvolvimento de Dystopicon começou em 2018 como um projeto modesto liderado por Juan Felipe Molina. A primeira versão foi lançada no Itch.io utilizando recursos de terceiros da Unity Asset Store e, após cerca de 12 meses de desenvolvimento, alcançou mais de 12 mil downloads.

Segundo Molina, a inspiração para o projeto surgiu de sua admiração por histórias distópicas, especialmente pelas obras de Philip K. Dick.

“Sempre adorei histórias distópicas e sou um grande admirador dos grandes clássicos, especialmente das obras de Philip K. Dick. Em seu romance Ubik, o protagonista precisa inserir uma moeda em diversos aparelhos domésticos para poder usá-los, e essa ideia me agradou muito.”

“Eu precisava de outra mecânica que justificasse por que o jogador ganharia dinheiro, e comecei a pensar na televisão e nas redes sociais, e em como elas mantêm as pessoas grudadas nas telas. Qual seria o próximo passo? Que você fosse pago para fazer exatamente isso!”

“Assim que tive esses dois elementos (ser pago para assistir à TV e usar esse dinheiro para comprar serviços), comecei a criar o resto do jogo.”

“Por fim, concluí o protótipo com um ciclo de jogo de 28 dias, no qual o jogador precisava sobreviver assistindo à televisão e lendo os boletins diários enviados pelo governo.”

“Então veio a pandemia e as pessoas ficaram confinadas em casa, olhando para telas e, em muitos casos, recebendo apoio do governo para enfrentar a situação.”

Após anos recebendo avaliações positivas dos jogadores, Molina decidiu abandonar seu emprego em novembro de 2025 para concluir o projeto profissionalmente e lançar Dystopicon no Steam.

Para a versão comercial, o desenvolvimento recebeu reforços de Xenia Almela, responsável pela identidade visual e pelos modelos 3D do jogo, e de Mario Alba, que produziu novos quadrinhos para a versão final.

Dystopicon será lançado no Steam em 27 de julho por R$ 26,49. O jogo terá desconto de 15% durante as duas primeiras semanas após o lançamento.

Entre os destaques do título estão:

  • 6 cenários, incluindo um cenário secreto.
  • Modo história com escolhas que afetam a progressão.
  • Modo Desafio focado em gerenciamento de recursos.
  • 14 finais possíveis.
  • Mundo retrofuturista onde robôs substituíram os trabalhadores humanos.

Saulo Fernandes

Publicitário de formação, editor do Gamers & Games desde 2015. Gosto de jogos de exploração, aventura e corrida, comecei a jogar no Master System, mas o meu console queridinho até hoje é o GameCube.
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