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Killer Frequency VR – Uma adaptação na frequência correta do VR | Análise

A jogabilidade segue o estilo “Not For Broadcast”, mas expandida e feita do jeito certo.

Analisado no Meta Quest 2


Killer Frequency VR é um jogo de aventura com elementos de horror e puzzles, desenvolvido e distribuído pela Team17 Digital. O título foi lançado em 01/06/2023 com versões disponíveis para flat screen nas plataformas PC, PlayStation, Switch e Xbox, com uma versão para VR no Meta Quest 2.

Com uma história interessante e bons controles, Killer Frequency VR faz uma adaptação muito boa do título flat para o VR, trazendo uma experiência imersiva, com muita interação, acessibilidade e legendas em PT-BR.

Killer Frequency

A história se passa em 1987 na cidade interiorana de Gallows Creek nos Estados Unidos. Nessa aventura nós assumimos o papel de Forrest Nash, um radialista que já apresentou programas para milhões, mas que agora tem de se conformar com suas dezenas de ouvintes em uma pequena rádio. No controle de Forrest e com o auxílio de sua assistente Peggy, nós iremos ser responsáveis pela apresentação de um programa noturno, porém após alguns eventos descobrimos que um assassino em série está a solta e como a polícia fora de operação, a rádio acaba se tornando o local de emergência e nós ficamos encarregados de guiar e tentar salvar a vida dos ouvintes.

A história é legal e mistura elementos de horror e comédia, onde seremos apresentados a vários personagens em situações inusitadas que irão exigir do jogador atenção e reflexos, temos várias decisões com tempo limitado e algumas reviravoltas, mas não se preocupe pois praticamente tudo está muito bem feito.

Killer Frequency

A jogabilidade segue o estilo “Not For Broadcast”, mas expandida e feita do jeito certo. Aqui nós teremos de controlar a rádio e para isso será necessário, desde colocar músicas para tocar, como passar comerciais e também controlar o volume do som. Tudo isso é feito a partir de interações e você literalmente precisa pegar os objetos e controlar os switches, entre as etapas da programação você irá receber ligações e aqui onde tudo muda de foco e os puzzles entram.

As ligações funcionam como quebra cabeças e o jogador precisa tomar decisões que irão influenciar em cada situação culminando entre o ouvinte ser salvo ou não. Entre algumas ligações você terá de vasculhar a estação de rádio em busca de pistas que possam te dar dicas, elas servem como guia e vão te ajudar a tomar as decisões durante as ligações, contudo é preciso ser rápido pois várias decisões possuem tempo e você não pode ficar pensando.

Killer Frequency

Os controles foram muito bem feitos e o jogo é bastante acessível. Para jogar é possível escolher em modos de movimentação e controle de câmera, podemos nos locomover pela estação bem como chegar perto dos equipamentos e para facilitar as interações é possível agarrar itens a distância, além de também alternar termos opções de auto-grab que eliminam a necessidade de precisar manter o botão apertado para não derrubar objetos. No geral tudo funciona muito bem e com exceção de algumas caixas de interação que estavam ruins, não encontramos problemas significantes durante a jogatina.

Além de uma história interessante, o jogo tem uma boa ambientação. Toda a arte foi feita no estilo cel shading e temos vários detalhes espalhados pelo cenário, indo desde os nomes das músicas até os efeitos de iluminação e objetos. A trilha sonora é boa sendo geralmente composta de música no estilo synthwave e os efeitos sonoros foram muito bem pensados com vários detalhes que incluem até o som de batidas no microfone da mesa.

No final, Killer Frequency VR traz uma experiência divertida com uma jogabilidade acessível e um considerável fator replay, pois você provavelmente não irá conseguir salvar todos os ouvintes na primeira jogatina. Infelizmente a versão VR só está disponível no momento para a plataforma Meta Quest 2 que utiliza preço em dólares americanos e por isso o jogo pode acabar saindo um pouco salgado. Por este motivo, apesar da experiência ser boa, se você se interessar, eu recomendo que teste a versão de PC primeiro.

Confira as primeiras impressões de Killer Frequency em VR no vídeo abaixo:

Killer Frequency

9

Nota

9.0/10

Positivos

  • História
  • Jogabilidade
  • Ambientação
  • Trilha Sonora

Negativos

  • Somente em VR no Quest
  • Preço apenas em USD no Quest
  • Algumas caixas de interação

Jeferson Vasconcelos

PC Gamer desde os anos 90, entusiasta de VR que não consegue ficar sem jogar os velhos consoles. Aguardando há anos pelo próximo Lineage
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