
Streamers apostam em criptomoedas para faturar com lives fora das grandes plataformas
Criadores buscam blockchain para ter mais controle sobre sua renda
O cenário de lives está bombando. Entretanto, monetizar conteúdo ao vivo continua sendo uma missão quase impossível para a maioria dos streamers. Por isso, muitos criadores vêm explorando alternativas. Entre elas, a monetização via criptomoeda tem se destacado.
De acordo com a Grand View Research, o mercado global de transmissões ao vivo movimentou US$ 87,55 bilhões só em 2023. Além disso, as projeções indicam um crescimento de mais de 23% ao ano até 2030. No entanto, mesmo com números tão expressivos, grande parte dos criadores ainda enfrenta obstáculos reais para transformar visualizações em renda.
Plataformas tradicionais não são mais suficientes
Hoje, Twitch, YouTube Live, TikTok Live e Kick dominam o universo das transmissões. Por outro lado, a monetização dentro dessas plataformas permanece limitada para pequenos e médios criadores. Segundo a Statista, 30% dos internautas assistiram a lives semanalmente no fim de 2023. Contudo, apenas uma pequena parcela dos streamers lucra de verdade com isso.
Além disso, os modelos tradicionais — baseados em anúncios ou parcerias — favorecem apenas os grandes influenciadores. Enquanto isso, quem está começando depende de algoritmos voláteis e de políticas que mudam sem aviso. Como resultado, a previsibilidade de ganhos fica praticamente nula.
Blockchain e cripto mudam o jogo
Diante desse cenário, muitos streamers passaram a buscar independência. Como alternativa promissora, a monetização via criptomoeda surge com força. Isso porque ela permite pagamentos diretos, programas de fidelidade com tokens, acesso exclusivo a conteúdos especiais e mais.
De fato, segundo Matheus Gustavo, CEO da plataforma Live Sup, o maior desafio dos criadores está na centralização. “Os criadores ainda dependem demais das plataformas, que ficam com boa parte da receita. Por isso, eles precisam de alternativas que deem mais previsibilidade e autonomia”, destaca Matheus.
Além disso, recursos como doações em tempo real via blockchain, assinaturas VIP com cripto e conteúdo exclusivo com NFTs já são realidade em plataformas descentralizadas. Como consequência, o criador passa a ter mais controle sobre sua renda e a se conectar melhor com sua comunidade.
O futuro é descentralizado — e já começou
Ainda que os modelos tradicionais continuem dominando, cresce o número de criadores que migram para soluções Web3. Isso acontece não apenas por necessidade, mas também pela vontade de oferecer experiências mais personalizadas ao público.
Segundo Matheus, “com o amadurecimento do mercado, os criadores devem buscar modelos que ofereçam independência financeira e novas formas de engajar suas audiências”. Além disso, ele reforça que a descentralização favorece o protagonismo dos criadores, algo cada vez mais desejado por quem vive de conteúdo digital.
Enquanto isso, o público também evolui. Muitos fãs estão dispostos a apoiar financeiramente seus streamers favoritos, desde que o processo seja simples, transparente e seguro. Plataformas descentralizadas, nesse sentido, surgem como o caminho natural.
Em resumo, a monetização via criptomoeda está deixando de ser apenas tendência para se tornar uma alternativa viável e poderosa. Portanto, se você é streamer ou pensa em entrar nesse universo, vale a pena considerar novas formas de ganhar dinheiro sem depender das grandes plataformas.






