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World War Z VR – Uma adaptação que faz o mínimo e não impressiona | Análise

Analisado no PC VR


World War Z VR é um shooter de ação e aventura, desenvolvido e distribuído pela Saber Interactive. O título foi lançado em 12/08/2025 com versões para PC e Meta Quest.

Trazendo um conceito interessante, mas entregando uma experiência questionável e com algumas mecânicas datadas. World War Z VR é uma adaptação que deixa a desejar e que não está no nível do jogo para telas flat.

A franquia World War Z começou em um livro e ficou popular após o longa-metragem de 2013. Em 2019 tivemos a adaptação para os jogos eletrônicos com um título para as telas flat que trazia uma experiência cooperativa, colocando os jogadores para enfrentar e sobreviver a ondas com centenas de inimigos. Esta versão para VR adapta o formato para a realidade virtual, mas acaba pecando em mecânicas e também na quantidade de inimigos.

Em World War Z VR nós iremos jogar como integrantes de um grupo de sobreviventes que tem a missão de auxiliar as forças de defesa a completarem objetivos, resgatando os sobreviventes neste apocalipse zumbi. A experiência segue o padrão da série e de outros shooters de zumbi, começamos em um ponto A e temos de chegar até o B e às vezes C, para completar objetivos, sendo que no meio do caminho é preciso fazer algumas mecânicas complementares para prosseguir como restaurar a energia, abrir portões e outros.

A dinâmica é simples e em determinados locais, às vezes na metade do caminho e sempre nos objetivos nós teremos de enfrentar uma onda de zumbis para poder prosseguir. Estas ondas chegam com modelos até bastante variados e alguns inimigos especiais que precisam ser eliminados para facilitar e às vezes até para continuar a progressão.

No papel o conceito é interessante, mas infelizmente a execução aqui não é das melhores, a impressão é a de um jogo datado e engessado. Para começar não temos suporte a multiplayer como na versão flat, o que por um lado é positivo visto que não é preciso de outros jogadores para conseguir jogar, fato este que acaba sendo o calcanhar de aquiles de muitos jogos VR, feitos pensando somente em multiplayer, pois passada a popularidade inicial, muitos acabam saindo pela falta de jogadores.

Sem multiplayer é preciso jogar com bots e aqui temos um problema, pois apesar dos nossos companheiros conseguirem atirar, a AI aliada só faz isso. Infelizmente a AI não corre de inimigos, não se cura e fica estática seguindo o jogador e parando em locais para atirar em inimigos. A falta de comandos e ações acaba criando problemas de gerenciamento e o jogador precisa ser babá dos bots pela metade do tempo de jogo.

Os controles aqui também são ruins e seguem um estilo dos primeiros títulos para VR. Para jogar é possível optar por dois estilos de recarga de armas, temos o modo simplificado que segue um pouco o padrão encontrado em Payday 2, sendo que neste modo a recarga é feita ao apertar o botão para ejetar o carregador e passar as mãos perto da bolsa de munição, assim as recarregando automaticamente. Este modo de recarga acaba sendo o mais prático, fácil e recomendado pois a recarga “realista” é cheia de problemas e você acaba se perdendo no meio da ação.

A recarga “realista” tenta simular a operação de recarregar uma arma, onde precisamos ejetar o carregador, colocar um novo e engatilhar, porém o sistema não é fluido para todas as armas. Para começar, ao ficar vazio, o carregador irá mudar de cor ficando com um modelo em azul, porém ao ejetá-lo, o modelo azul continua na arma e você fica sem saber se o carregador foi ejetado ou não, o que acaba deixando o jogador confuso no meio da ação.

Se carregar rifles e pistolas é confuso, a espingarda ganha de longe como o pior formato, pois aqui não é só colocar cada cartucho como em qualquer outro shooter. Para recarregá-la é preciso pegar os cartuchos na bolsa, colocá-los perto da arma e apertar o botão X, colocando um por um, ou seja, não é possível se mover enquanto carrega a espingarda, o sistema datado é genial para um jogo onde enfrentamos hordas e precisamos nos mover constantemente.

Com uma AI e um sistema de recargas ruim, pelo menos a jogatina tem alguns sistemas interessantes e durante a exploração podemos pegar chaves para ativar recursos que irão nos auxiliar a enfrentar as hordas. Temos desde torretas, armas montadas, arame farpado, até caixas com recursos, porém é preciso escolher bem quais utilizar, pois as chaves são limitadas. Também temos diferentes armas, personagens e uma árvore de habilidades compartilhadas entre os personagens, sendo que para liberar novas armas e personagens é preciso completar objetivos específicos e as habilidades chegam ao acumular experiência.

Jogamos a versão de PC e os gráficos aqui estão OK, mas poderiam ser melhores. Os cenários não são complexos e trazem modelos padrão sem muitos detalhes, sendo que alguns mapas são demasiadamente escuros para tentar passar alguma tensão, esta que não existe e a falta de iluminação acaba mesmo é atrapalhando a jogatina. Como citado mais acima, temos até uma variedade de zumbis e alguns especiais, porém a quantidade aqui é o problema, pois embora você tenha dezenas vindo a sua direção, o grupo só irá enfrentar de fato de 5 a 6 por vez, pois a maior parte deles vai ignorar o jogador e os bots, correndo direto para o objetivo, sendo que também existe um limite de inimigos na tela, com zumbis aparecendo e desaparecendo no meio da ação.

Com mecânicas questionáveis e problemas, a experiência de jogo no geral acaba não sendo das melhores, a qualidade está longe de outros shooter de sucesso para VR. Contudo o conjunto aqui funciona de forma offline e você não depende de servidores, ou de outros jogadores para enfrentar estas ondas de zumbis e as primeiras horas até divertem e servem para passar o tempo.

No final, World War Z VR é mais uma adaptação que decepciona, o título traz mecânicas de jogo datadas, combinadas a falta de multiplayer e uma AI aliada que faz o mínimo do básico. A versão de PCVR parece ter os recursos limitados da plataforma Meta Quest e a experiência geral passa a impressão de ter sido desenvolvida por pessoas sem experiência com jogos VR. O preço cobrado é salgado e se você se interessou é melhor esperar por uma promoção.

Confira o gameplay de World War Z VR no vídeo abaixo:

World War Z VR

6

Nota

6.0/10

Positivos

  • Funciona offline
  • Serve para passar o tempo

Negativos

  • AI ruim
  • Recarga de armas
  • Sem multiplayer
  • Sistemas limitados

Jeferson Vasconcelos

PC Gamer desde os anos 90, entusiasta de VR que não consegue ficar sem jogar os velhos consoles. Aguardando há anos pelo próximo Lineage
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