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Cash Cleaner Simulator – A experiência relaxante de lavar dinheiro, literalmente | Análise

Analisado no PlayStation 5


Já imaginou transformar dinheiro sujo do crime em pilhas perfeitamente organizadas e impecavelmente limpas? Essa é a proposta de Cash Cleaner Simulator, um jogo indie desenvolvido pela Mind Control Games e distribuído pela Forklift Interactive e Gamersky Games. O jogo começou inicialmente no PC e foi lançado recentemente para consoles, incluindo PlayStation 5 e Xbox Series X/S. Também está disponível no catálogo do Game Pass.

Misturando a proposta relaxante dos “simuladores de trabalho” e com uma temática inusitada sendo a lavagem de dinheiro no sentido mais literal possível, o jogo te coloca na pele de um criminoso novato responsável por limpar a grana do submundo e devolvê-la pronta para circular novamente.

Apesar do pano de fundo criminoso, o jogo passa longe da ação frenética. É aquele tipo de atividade que geralmente acontece nos bastidores de universos como Grand Theft Auto, mas aqui o foco está exclusivamente na parte metódica da operação. Nada de perseguições e tiroteios, apenas organização, limpeza e contagem de dinheiro.

Você recebe valores escondidos nos recipientes mais improváveis: sacos de dinheiro que saíram de carros fortes ou até caixas molhadas com dinheiro que parecem que estavam submersas. A “sujeira” varia entre terra, manchas de sangue e notas falsificadas. A grande recompensa? A satisfação visual de transformar caos em ordem.

O ciclo principal é simples, direto e pelo menos nas primeiras horas bastante viciante para quem tem perfil metódico:

  • Triagem: Ao abrir as encomendas, é preciso separar lixo, dinheiro falso e notas que realmente podem ser salvas.
  • Lavagem: Utilizando máquinas de lavar, secadoras e ferramentas específicas (como luz ultravioleta), você remove impurezas e recupera as notas. O sistema de física é um dos pontos altos, permitindo manipular pilhas enormes de dinheiro de forma bastante interativa.
  • Contagem e entrega: Com tudo limpo e seco, entra a parte mais satisfatória: organizar, contar, empacotar e enviar de volta ao cliente e garantindo sua porcentagem no processo.

O problema é que, com o passar do tempo, o jogo começa a mostrar sinais claros de repetição. Muitas missões se diferenciam apenas pela quantidade de dinheiro ou pelo recipiente em que ele chega. O loop continua funcional e relaxante, mas perde parte do frescor inicial.

O aplicativo DarkNet funciona como sua central de operações. É por meio dele que você aceita trabalhos e investe seus lucros.

O dinheiro acumulado pode ser usado para:

  • Melhorar equipamentos: máquinas mais rápidas, contadores maiores e expansão para trabalhos mais complexos envolvendo moedas estrangeiras ou até barras de ouro.
  • Personalizar o ambiente: decorações para o laboratório clandestino e itens interativos como o “Bufunfabol”, um minigame de basquete jogado com maços de notas.
  • Explorar o laboratório: há pequenos segredos escondidos que podem ser revelados com ferramentas específicas e exploração noturna, adicionando uma leve camada de mistério à experiência.

Quanto à DLC, fica a sensação de que parte das melhorias poderiam estar no jogo base. Não chega a comprometer totalmente a experiência, mas deixa um gosto levemente amargo, principalmente para quem gosta de uma progressão mais completa sem custos adicionais.

Além disso, o jogo pede por um modo multiplayer. Dividir tarefas com amigos poderia reduzir a sensação de repetição e adicionar uma camada estratégica interessante.

Cash Cleaner Simulator é uma experiência curiosa, relaxante e estranhamente satisfatória. Ele entende bem seu público: jogadores que gostam de organização, rotina e recompensas visuais claras.

No entanto, a repetição das missões e a falta de maior profundidade estrutural impedem que o jogo alcance voos mais altos. Ainda assim, como experiência casual vale a pena conferir.

Cash Cleaner Simulator

7

Nota

7.0/10

Positivos

  • Ótimo para quem gosta de organização e tarefas metódicas
  • Sistema de física interativo e satisfatório
  • Progressão com ritmo consistente nas primeiras horas
  • Disponível no Game Pass, o que reduz o risco para quem quiser testar

Negativos

  • Missões repetitivas após as primeiras horas
  • Pouca variação estrutural nos objetivos
  • Conteúdo de qualidade de vida vendido como DLC

Lennon Rubens

Gamer por hobby e viciado por opção. Toco Barões da Pisadinha no Guitar Hero. Jogador de quase todas as plataformas. Não dispensa uma boa coquinha gelada e pizza.
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