
Chefe da Sony Pictures pede fim da “obsessão por publicidade” antes dos filmes no cinema
Tom Rothman critica os 30 minutos de anúncios e trailers.
Destaques da Notícia
- Tom Rothman, chefe da Sony Motion Picture Group, pediu que os cinemas acabem com a “obsessão por publicidades” antes dos filmes.
- Ele critica os 30 minutos de anúncios e trailers, apontando que a reserva de lugares faz com que muitos espectadores cheguem mais tarde e ignorem tudo isso.
- Rothman é defensor das salas de cinema e quer reforçar incentivos para aumentar a audiência, como manter filmes mais tempo em cartaz e evitar lançamentos rápidos em streaming.
Tom Rothman, diretor executivo da Sony Motion Picture Group, deixou um recado direto às empresas que gerem salas de cinema: é hora de acabar com a obsessão por publicidade antes dos filmes.
Hoje, é comum que o público enfrente cerca de 30 minutos de anúncios e trailers antes da sessão principal. Para Rothman, isso cansa a audiência e já não faz sentido num contexto em que a maioria das cadeias de cinema permite reserva de lugares antecipada.
Como as pessoas já sabem exatamente onde vão sentar, muitas simplesmente chegam mais tarde para fugir à enxurrada de publicidade, o que, na visão dele, esvazia a utilidade desse bloco enorme de anúncios e ainda prejudica a experiência de quem quer ver o filme.
Tom Rothman é um grande defensor da experiência cinematográfica e tem defendido medidas para fortalecer o circuito de salas, como:
- manter os filmes mais tempo em exibição, em vez de retirá-los rapidamente para passar ao streaming;
- priorizar longas que não vão parar tão rápido nos serviços de streaming, dando mais valor à janela do cinema.
Ao mesmo tempo, ele considera que os próprios exibidores precisam fazer mais pela audiência, começando por não tratar o espectador como um “refém” de meia hora de publicidade antes de ver aquilo pelo qual pagou o ingresso.
Rothman também destacou que tudo isso acontece numa era de dificuldades económicas, em que:
- o público está cortando gastos,
- o ingresso de cinema é cada vez mais caro,
- e as pessoas comparam essa experiência com alternativas mais em conta, como streaming em casa.
Por isso, forçar o espectador a encarar longos blocos de trailers e anúncios pode ser o tipo de detalhe que faz alguém optar por ficar em casa da próxima vez.
Na visão do executivo, se o setor quer que o cinema siga vivo e forte, as empresas precisam tornar a ida à sala algo mais acolhedor e menos irritante, reduzindo a publicidade excessiva e tornando a experiência mais direta, justa e centrada no filme.






