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Kit teclado e mouse Trust Ody II – Silêncio e conforto sem pesar no bolso | Análise

Aparelhos cedidos pela Trust


Com pouco mais de um mês de uso constante, a primeira coisa que posso afirmar é que o Trust Ody II traz um alívio imediato, tanto para os dedos quanto para os ouvidos. Se você é daqueles que passou anos usando teclados básicos, duros e barulhentos, esse kit com certeza vai resolver o problema. Mas será que ele é perfeito para todo tipo de uso?

Mesmo sendo um modelo focado no custo-benefício, a Trust mandou muito bem no visual. O acabamento em preto fosco com aquele detalhe texturizado na parte superior dá ao Ody II um ar discreto e sofisticado para qualquer ambiente, seja no escritório ou no home office.

Ele tem um peso interessante, é alimentado por duas pilhas AAA e o corpo não passa aquela sensação de “plástico barato” comum em periféricos dessa faixa de preço. As teclas têm um toque suave, o que ajuda muito em sessões longas de escrita. Na parte superior, temos a chave física de liga/desliga — uma alavanquinha mesmo, parecida com o modo silencioso dos iPhones.

É aqui que mora o meu primeiro “problema” com o projeto. Como um usuário “arcaico” de PC, eu faço uso constante do F2 para renomear arquivos, do F5 para atualizar páginas e do Alt+F4 para fechar programas. Além disso, utilizo muito as funções F em softwares de edição e manipulação de imagens.

Para o meu uso, isso foi um empecilho tremendo por um tempo até eu me acostumar a ativar o Fn + Tab. Essa escolha da Trust é, ao mesmo tempo, irritante e genial: a maioria dos usuários casuais não conhece a utilidade das teclas de função, então dar um uso multimídia direto para elas é uma ótima sacada, mas para os usuários intensos, é um passo extra que pode incomodar. Outro ponto é a falta de um indicador visual para saber qual modo está ativo; você só descobre na hora de usar.

O setup é plug and play, fácil e rápido. O pequenino adaptador USB fica guardado sob o teclado e serve para conectar tanto o mouse quanto o teclado simultaneamente, porém ambos podem ser usados independentemente, uma vez que o mouse também tem uma chave que de liga e desliga.

A conexão foi instantânea e estável, com o despertar do dispositivo e do PC de forma imediata, algo muito benéfico para mim que costumo deixar o PC em modo de espera vez ou outra, juto disso, o alcance de 10 metros funciona bem, não que eu tenha levado ele tão longe assim, mas mesmo numa certa distância funciona muito bem.

Usar o Ody II tem sido um prazer para escrever. Ele não é completamente imune a barulhos, mas é inegável que ele é muito mais silencioso que a maioria dos teclados que eu já usei e analisei. As teclas elevadas (de estilo floating) ajudam no amortecimento do som e oferecem uma profundidade de curso muito satisfatória. Porém, senti “engasgos” em alguns momentos, pode ser mais um problema do Windows, mas em certos momentos senti um atraso na resposta ao Enter ou no backspace, nada que seja muito severo, mas houve momentos. Além disso, a tecla responsável pelos acentos agudo e crase enroscou uma ou duas vezes, mas foi pontual e no momento que escrevo esse texto ela está normal.

Ah, um detalhe importante, esse teclado é do estilo convencional de membrana, com todos os pontos positivos e negativos que o estilo carrega, sendo assim ele não é mecânico, nem ergonômico e muito menos low profile. Porém, a experiência de digitação é muito prazerosa e funcional, contando com as teclas no nosso padrão, contendo o cê-cedilha e demais acentos do português, junto disso, um teclado numérico completo está disponível do lado direito.

O mouse que acompanha o kit é o clássico “feijão com arroz” bem feito. Com um seletor de DPI que varia de 800 a 1.600, ele responde bem às tarefas diárias. O revestimento em borracha dá uma pegada mais confortável, e os cliques acompanham a proposta silenciosa do teclado. Ele utiliza uma única pilha AA, que pode ser acessada deslizando a base inferior do mouse, agora um ponto curioso sobre ele, por que é tão pequeno? Até mesmo em comparação ao teclado, ele tem coisa de 2/3 da altura, é de fato um mini-mouse, ele é ótimo para uso em espaços pequenos, ou para mãos pequenas, mas como mouse principal não se sai bem, sendo cansativo pós longo período de uso, como um periférico extra é muito bem vindo, com mouse principal? Vai depender do seu uso, para o meu não deu certo não.

O Trust Ody II é a escolha ideal para quem prioriza silêncio e conforto, sem a necessidade de gastar tufos de dinheiro. Mesmo que deixe de lado, itens considerados padrão hoje em dia, ele foca no primordial, que é a boa construção, o silêncio e o prazer na digitação macia e suave, o mouse, mesmo que deixe a desejar em alguns quesitos, ainda é bastante usável, dependendo do cenário.

Em resumo ele é indicado se você escreve muito, já que conforto para longas jornadas é excepcional, busca um setup limpo, com o dongle único para os dois aparelhos ajuda a manter a mesa organizada e o primordial, precisa de silêncio, sendo ideal para quem trabalha perto de outras pessoas e não quer incomodar com o “tec-tec” constante.

Agora, se você quer fugir das pilhas, fique atento, já que ele não possui opção de carregamento via cabo, e mouse requer atenção, porque dependendo do uso, ele não vai te suprir.

Veredito Gamers & Games

Nota Final
8.0
/ 10

“O Trust Ody II entrega exatamente o que promete: silêncio, conforto e praticidade para longas jornadas de uso. Não é perfeito, mas cumpre muito bem sua proposta custo-benefício.”

Trust Ody II

8

Nota

8.0/10

Positivos

  • Digitação extremamente confortável
  • Construção sólida
  • Conexão estável e prática com dongle único
  • Excelente para quem escreve por longos períodos

Negativos

  • Mouse muito pequeno para uso prolongado
  • Ausência de indicador visual para modo Fn ativo
  • Pode ocorrer pequenos episódios pontuais de atraso ou engasgo

Saulo Fernandes

Publicitário de formação, editor do Gamers & Games desde 2015. Gosto de jogos de exploração, aventura e corrida, comecei a jogar no Master System, mas o meu console queridinho até hoje é o GameCube.
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