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Alien Strike: Blasting the Intruders – Elimine aliens e tente sobreviver a bugs | Análise

Analisado no PC


Alien Strike: Blasting the Intruders é um shooter run ‘n’ gun, desenvolvido pela Combo Game Studio e distribuído pela Nuntius Games, em conjunto com a Vsoo Games. O título foi lançado em 07/05/2026 para PC com possíveis versões para console no futuro.

Com uma experiência claramente inspirada em jogos como Metal Slug e Contra. Alien Strike: Blasting the Intruders é mais um título com potencial que acaba sendo afetado por problemas técnicos e além de eliminar alienígenas, você também precisará sobreviver a bugs.

Seguindo um padrão adotado pelos clássicos dos anos 90 e um clichê sci-fi, Alien Strike traz uma trama simples que só serve para justificar todo o tiroteio e destruição. Como de costume, em Alien Strike a Terra sofre uma invasão alienígena e cabe aos heróis enfrentar esta ameaça, correndo, pulando e soltando especiais com o dedo no gatilho.

A jogatina remete ao padrão adotado pelo gênero com um tempero nacional. Temos coop local para até três jogadores e Steam Remote Play funcionando, existem diferentes dificuldades que tornam a jogatina acessível, com mapas ficando mais complexos conforme você progride e quatro personagens diferentes, estes que tecnicamente jogam iguais, com alternância somente em sons e animações de golpes especiais.

Como de praxe, os personagens podem se abaixar, correr, pular, escalar, se pendurar e é claro atirar. Os diferenciais chegam através de adições e modificações na fórmula, como a introdução de um botão para tiro fixo e parado podemos atingir oito direções, também temos esquiva para transpor obstáculos e desviar de projéteis, porém esta funciona com um tempo de recarga. Os personagens podem alternar entre duas armas e ao morrermos somente a utilizada é perdida, sendo que também é possível jogar uma arma no chão para um amigo ou para coletar uma nova. Por último temos o mais diferente que são os especiais e ao derrotar inimigos, nós iremos conseguir um pouco de energia carregando uma barra, com esta cheia é só apertar um botão para ver uma animação que causa muito dano na área de jogo, servindo para limpar o mapa ou para causar dano nos chefes.

Os visuais são todos feitos em pixel art e o conjunto foi bem feito. Temos modelos de personagens com animações legais, uma variação de inimigos não muito alta, mas com seus detalhes e cenários interessantes. Os mapas são compostos por planos de fundo bem construídos, alguns trazendo efeitos de fundo marcantes e o melhor de tudo é que a paleta de cores foi bem utilizada, assim são raros os momentos em que é possível ter dificuldade de se distinguir cenários e projéteis.

A trilha sonora é mista, por um lado temos faixas que empolgam a jogatina, por outro os efeitos sonoros são básicos e não impressionam, além destes a dublagem é ruim. Sim, temos dublagem para os personagens e cada um destes recebeu uma voz diferente com áudio em PT-BR e inglês, mas não espere nada empolgante, pois infelizmente todas as falas são básicas e sem emoção, com frases simples que não combinam com a jogatina e não empolgam em nada.

Admito que os trailers do jogo empolgam, pois a experiência remonta aos clássicos que gostamos, mas infelizmente a jogatina não é das melhores por conta de problemas técnicos e muitos bugs. Para começar, a velocidade de jogo é um pouco lenta para o gênero e as armas passam a impressão de serem fracas, com um simples inimigo inicial requerendo vários disparos para ser derrotado. A habilidade de esquiva é praticamente irrelevante para a jogatina, pois com exceção de obstáculos que requerem esta, simplesmente não vale a pena utilizá-la por conta do tempo de recarga e da animação que cria um iframe difícil de se identificar.

Os controles não são responsivos o suficiente para a experiência ficar fluida. Testamos com controles conectados por fio, wireless e pelo teclado, independente do utilizado, nós encontramos problemas com atrasos de animações de mira e para abaixar. Aqui, não é possível desviar ou alterar os estados rapidamente como nos clássicos do gênero e você acaba morrendo por o jogo não registrar ou demorar a registrar o movimento.

Problemas técnicos à parte, infelizmente o jogo se encontra com vários bugs. Encontramos diversos destes que vão desde itens ficando presos no cenário, partes do mapa demorando a carregar ou até não carregando, inimigos perdendo a vida, mas continuando “vivos”, chefes literalmente sumindo da tela e o jogo parando de responder após utilizarmos os especiais, com inimigos ficando congelados, ou o mapa simplesmente travando não nos deixando continuar. O lado positivo é que o título vem recebendo atualizações que podem chegar com correções.

No final, Alien Strike: Blasting the Intruders entrega uma experiência que diverte e apesar dos problemas técnicos, o título consegue te entreter por algum tempo, principalmente se jogado em coop. O preço cobrado é camarada e por conta da quantidade de bugs, eu prefiro recomendar este título somente para quem se interessar.

Veredito Gamers & Games:

Nota Final
6.8
/ 10

“Alien Strike: Blasting the Intruders entrega uma experiência divertida, principalmente no cooperativo, com boas ideias e visuais competentes. Entretanto, a quantidade de bugs e os problemas de responsividade dos controles comprometem uma experiência que poderia ser muito melhor.”

Strike: Blasting the Intruders

6.8

Nota

6.8/10

Positivos

  • Visuais
  • Coop com Remote Play
  • Adições interessantes

Negativos

  • Bugs
  • Dublagem
  • Controles pouco responsivos

Jeferson Vasconcelos

PC Gamer desde os anos 90, entusiasta de VR que não consegue ficar sem jogar os velhos consoles. Aguardando há anos pelo próximo Lineage
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