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Call of Duty: Black Ops 7 – Temporada 4: Muito conteúdo, pouca originalidade | Análise

Analisado no PC


A Temporada 4 de Call of Duty: Black Ops 7 e Warzone chegou com um volume massivo de conteúdo que abrange desde o desfecho da campanha cooperativa até novas camadas de estratégia no multiplayer e zumbis. Com o codinome interno “Fim da Jornada”, a temporada empurra a narrativa para frente e entrega uma enxurrada de novidades. Mas será que quantidade é o mesmo que qualidade? Vamos aos fatos.

A trama dá um passo importante e, finalmente, parece estar chegando a algum lugar. Após a captura de David Mason pela Guilda, a equipe Espectro Dois parte para a ofensiva utilizando o vírus de Karma para neutralizar os inimigos. A Temporada 4 encerra essa história com as operações “Rompemuros” (Wall Breaker) e “Matarreis” (King Killer). No entanto, os mesmos problemas persistem. A obrigatoriedade do online, a ausência de um sistema de pausa tradicional e um balanceamento que deixa a experiência solitária desequilibrada continuam frustrando quem tenta jogar sozinho.

O multiplayer aposta pesado na nostalgia com a adição de 5 mapas remasterizados e o retorno do modo Black Ops Clássico como uma playlist permanente. Isso agrada aos fãs de longa data, mas a sensação geral é de que o multiplayer, embora sólido, ainda carece da personalidade visual marcante que alguns títulos anteriores conseguiram entregar. Parece que a Treyarch está jogando seguro, reciclando ideias em vez de arriscar em inovações significativas. Para quem curte um combate mais visceral, o modo Knife Fight (Luta de Facas) chegou como uma variação só com armas corpo a corpo, prometendo partidas rápidas e tensas.

O modo Zumbis continua sendo o ponto mais alto e consistente de Black Ops 7. O novo mapa Kowakujō é um exemplo disso. Situado em um vulcão ativo no Japão, ele mantém a pegada de mundo semiaberto que funcionou tão bem em “Ashes of the Damned”, mas com sua própria identidade, repleto de armadilhas interativas, novos inimigos (Oni e Hellhounds) e uma nova Wonder Weapon. A progressão universal continua sendo um dos pilares da experiência. Cada partida, seja no novo mapa ou nos clássicos, se sente valiosa, eliminando aquela sensação de “perda de tempo” que modos isolados às vezes causam.

Warzone recebeu uma reforma visual em Rebirth Island. O mapa agora ostenta uma vegetação muito mais viva e exuberante, com um visual de verão que contrasta com os tons mais sóbrios de temporadas anteriores. Pontos de interesse fundamentais, como a Turbina e o Posto Avançado, foram mantidos, mas a atmosfera geral está mais vibrante. Além da reforma, o modo “Champion’s Quest” (Missão dos Campeões) retornou, e novos acessórios de meta foram adicionados através de desafios semanais, permitindo melhorar a precisão do tiro livre e o controle de recuo lateral. A grande surpresa da temporada veio na atualização de meio de temporada, intitulada “Summer of Action” (Verão de Ação), que trouxe o ator vencedor do Oscar Nicolas Cage como um operador jogável.

O arsenal da Temporada 4 ganhou seis novas armas ao longo do ciclo. No lançamento, chegaram o fuzil de atirador KRS-7.62, a submetralhadora CBRS-3, a arma corpo a corpo Grimhawk e o fuzil de assalto VX Compact, desbloqueáveis via Passe de Batalha, desafios semanais e eventos. Já na atualização de meio de temporada, trouxeram o retorno do clássico AN-94 de Black Ops 2, com sua mecânica de hiper-rajada, e a Executioner’s Duet, um par de machadinhas para combates corpo a corpo, ambas disponíveis através do evento Uncaged.

Essa temporada entrega muito conteúdo, mas a sensação é de que a franquia está funcionando no piloto automático, reciclando ideias em vez de inovar. Há conteúdo para todos os gostos: o desfecho da campanha, mapas nostálgicos, um novo mapa de Zumbis com personalidade e uma reforma visual em Rebirth Island. A inclusão de Nicolas Cage foi um achado de marketing, um momento de puro entretenimento que, ironicamente, pode ter sido o ponto mais memorável da temporada… e uma despedida de um tipo de conteúdo que não veremos em Modern Warfare 4.

Veredito Gamers & Games:

“A Temporada 4 entrega uma enorme quantidade de conteúdo e mantém o modo Zumbis como seu principal destaque. Apesar da variedade de novidades, a falta de inovação e alguns problemas já conhecidos fazem com que a atualização jogue mais no seguro do que surpreenda.”

Lucas Brito

Fã de games desde que ganhou aos 6 anos seu primeiro Nintendinho (NES) do seu avô, aprecia boas histórias seja nos jogos, séries ou filmes. Na música, Metalcore é sua paixão, mas curte todo tipo de música Underground.
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