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Dark Scrolls – Uma experiência retrô até demais | Análise

Analisado no PC


Dark Scrolls é um side-scroller, arcade e roguelike, desenvolvido pela Doinksoft e distribuído pela Devolver Digital. O título foi lançado em 22/06/2026 com versões para Nintendo Switch e PC.

Claramente inspirado nos jogos do fim dos anos 80 e início de 90, Dark Scrolls apresenta uma experiência retrô com alguns adicionais interessantes e todos os pontos positivos e negativos dos jogos da época.

Apesar de começarmos a jogatina com uma introdução interessante, o título não traz uma trama ou objetivos bem definidos e o foco é todo na ação, com a pequena introdução servindo apenas para justificar a jogatina. Basicamente nesta aventura, nós iremos acompanhar um herói ou um grupo de heróis que precisam lutar para combater um vilão que se apossou de um “Dark Scroll”.

A jogatina segue um padrão totalmente retrô de rolagem lateral automática, forçando o jogador a se adaptar e reagir aos perigos e desafios que vão surgindo pelo mapa, este que traz alguns “segredos”, eventos e vendedores, mas sempre termina com uma luta de chefe. Temos inicialmente três personagens jogáveis, com outros seis desbloqueados que não iremos dar spoilers, contudo cada personagem é completamente diferente e único, tendo suas forças, fraquezas e golpes especiais.

O título é um roguelike em essência, por este motivo encontramos uma certa dificuldade inicial, mas na medida que evoluímos o jogo tende a ficar mais fácil por conta das melhorias desbloqueáveis. Durante o percurso também é possível acumular moedas e utilizá-las para comprar melhorias para o personagem, mas este sistema é um pouco desbalanceado e geralmente não temos moedas o suficiente para adquirir as melhores opções, fator este que é piorado em coop, pois as moedas são para o grupo e não individuais e o jogo não escala a quantidade pelo número de jogadores.

A ambientação é composta por uma bela mistura de pixel art no estilo 16 bits, com modelos de personagens simples, mas bem feitos e cenários legais com diferentes planos de fundos, estes que são distintos e não se misturam com os elementos que compõem a jogatina. A trilha sonora é divertida e traz faixas empolgantes que embalam a jogatina.

Apesar da boa ambientação, infelizmente a experiência de jogo é mista, pois apesar de belos gráficos pixel arte e uma trilha sonora divertida, o jogo peca bastante em escolhas de design e temos alguns problemas. Para começar o mapa de rolagem automática é uma ideia interessante, mas que pode acabar te causando uma bela dor de cabeça, pois os mapas são gerados de forma semi-procedural e você pode acabar ficando preso no cenário, a velocidade de avanço também é um problema pois o jogo é de certa forma rápido e o ambiente tem o potencial para ficar caótico rapidamente por conta de elementos do cenário e pelo excesso de projéteis.

O sistema de spawn de inimigos é frustrante, ele intencionalmente gera inimigos em cima do nosso personagem, nos causando danos e isso acontecesse de forma constante durante a jogatina, forçando o jogador a não ficar parado e mesmo nos locomovendo ainda é possível receber dano de algum inimigo aparecendo. O controle do personagem segue um padrão retro que envelheceu mal e o personagem não pode mudar de direção ao atacar, assim você é forçado a soltar o botão de ataque e aguardar a animação terminar para conseguir mudar de direção, o que torna algumas lutas de chefe frustrantes e acaba com a fluidez do sistema.

Mesmo tendo coop, a experiência em conjunto não é nada satisfatória, pois apesar de termos mais dano potencial, infelizmente o sistema não adapta as recompensas para dois jogadores, a jogatina acaba ficando caótica demais por conta da colisão entre personagens que a torna mais difícil. Sim, o coop tem uma colisão de personagens forçada que até traz algumas vantagens, como poder pular em cima do companheiro para alcançar distâncias maiores, ou até mesmo poder reviver o amigo, algo que não é explicado como fazer, mas pode atrasar uma possível tela de morte. Contudo essas pequenas vantagens são devastadas pela pequena área de jogo que torna a experiência extremamente frustrante, pois você constantemente irá colidir com seu companheiro, às vezes até causando mortes desnecessárias

No final, Dark Scrolls entrega uma experiência retrô até demais e apesar da boa arte e da divertida trilha sonora, sua jogatina deixa a desejar pois o controle de personagem é baseado em sistemas que não envelheceram bem e seu coop é caótico demais. O preço cobrado é OK em ambas as plataformas, mas por conta de nossa experiência eu prefiro recomendar este título somente para quem se interessar.

Veredito Gamers & Games:

Nota Final
7.0
/ 10

“Dark Scrolls entrega uma experiência retrô competente, com bela pixel art, boa trilha sonora e personagens variados. Porém, controles envelhecidos, problemas de design e um modo cooperativo caótico prejudicam a experiência.”

Dark Scrolls

7

Nota

7.0/10

Positivos

  • Arte
  • Trilha Sonora
  • Personagens

Negativos

  • Controle de personagens
  • Colisão em coop
  • Frustrante

Jeferson Vasconcelos

PC Gamer desde os anos 90, entusiasta de VR que não consegue ficar sem jogar os velhos consoles. Aguardando há anos pelo próximo Lineage
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