Com a E3 oficialmente aposentada, a Gamescom passa a ser o maior palco global para a indústria dos videogames — e isso traz uma nova dose de pressão para o evento. Em entrevista ao The Game Business, Felix Falk, diretor-geral da Game (entidade alemã que organiza a Gamescom), falou abertamente sobre como a extinção da E3 mudou as expectativas e responsabilidades do evento europeu.
De aliados a referência máxima na agenda gamer
Segundo Falk, Gamescom e E3 nunca foram rivais de fato. Pelo contrário: enquanto a E3 servia como palco para grandes anúncios, muitos desses títulos podiam ser testados pelo público meses depois, na Gamescom. “Foi sempre uma parceria, não uma competição,” explica o executivo, reforçando que a dinâmica entre os eventos ajudava a criar um calendário mais rico para os gamers e para a indústria.
A última edição presencial da E3 foi em 2019, com uma breve versão digital em 2021 antes do encerramento definitivo anunciado pela ESA em dezembro de 2023.
Mais visibilidade, mais responsabilidade — e desafios práticos
Com a saída da E3, a Gamescom virou o centro das atenções. “Em alguns aspectos, foi positivo, porque as pessoas agora esperam que a Gamescom seja a grande semana global dos games, com a maior visibilidade possível,” afirma Falk. O evento ganha uma importância inédita como vitrine do setor, mas isso exige ainda mais planejamento e sintonia com publishers do mundo todo, já que o calendário da Gamescom não é tão consolidado globalmente quanto o da E3 era.
“Agora temos que negociar datas e apresentações diretamente com equipes de matriz das empresas para encaixar tudo no cronograma internacional,” detalha Falk, reconhecendo que o novo papel traz vantagens e também alguns obstáculos operacionais.
