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Reach VR – Mergulhando na ação cinematográfica em realidade virtual | Análise

Analisado no PlayStation VR2


Dos mesmos desenvolvedores de Synapse e Fracked, a nDreams acaba de trazer mais um jogo com muita ação, combates frenéticos, uma história boa e cenários de cair o queixo, mas mesmo com tudo isso, Reach talvez não agrade todo mundo.

A História

Rosa, nossa protagonista trabalha em filmes de ação e após um dia de trabalho só pensa em voltar pra casa usando suas habilidades de parkour, escalando prédios e casas pelo caminho. Ela decide pegar um atalho pela igreja mais alta da cidade, e chegando no topo através de uma janela vemos a cidade ser engolida por um terremoto.

Rosa acorda e percebe que está em uma cratera embaixo da terra e começa a procurar uma forma de voltar a superfície, mas o terremoto não foi algo comum pois no caminho percebe que há uma espécie de força magnética que deixa vários objetos levitando, seguindo OPO que parece um drone, ela avança mais e cai em uma espécie de cidade subterrânea antiga. Lá ela encontra várias estátuas vivas nada amigáveis que tentam acabar com sua vida, e um pouco mais adiante conhece Atlas, uma espécie de robô que criou aquele lugar e também sua única salvação para voltar à superfície.

Gráficos

Reach com certeza traz um dos gráficos mais bonitos que já vi no PSVR2, o jogo é em primeira pessoa como a maioria dos jogos em VR, e nesse caso nossa protagonista tem braços e um corpo assim como em Arken Age e Wanderer. A textura da pele de Rosa é incrível mostrando poros, machucados nas mãos, unhas sujas, tudo muito bem feito sem parecer um jogo, mas um dos pontos que me chamou a atenção foram os “dedos de salsicha”, termo usado pela comunidade de VR quando os dedos das mãos dos personagens têm a física de encostar uns nos outros, o fato é que eles não possuem uma rigidez tão firme e quando passamos os dedos eles lembram salsichas que acabaram de sair de uma panela fervente. Isso já foi visto em Batman Arkham Shadow para o Meta Quest 3, mas lá fazem um papel mais bonito.

Os cenários enormes são de tirar o fôlego trazendo muita iluminação, sombras, e texturas magníficas, e depois que chegamos no subsolo tudo fica mais bonito ainda, pois vemos muitos detalhes que farão os mais detalhistas passarem bons minutos apenas apreciando a paisagem. A única ressalva que fica aqui é que os cenários entre uma fase e outra são muito parecidos pois como estamos embaixo da terra, basicamente só vemos a estrutura da cidade subterrânea, não há vegetação, nem água, nem animais e com o passar do tempo parece que estamos sempre no mesmo lugar.

Posso comparar o gráfico desse jogo com os de Horizon Call of The Mountain, mas sem a beleza dos cenários vastos cheios de natureza e cachoeiras.

Jogabiidade

Com certeza um dos pontos mais importantes em qualquer jogo de VR é sua jogabilidade, pois se tiver alguma coisa que não funciona direito nesse quesito tudo pode ir por água abaixo, e em Reach algumas coisas conseguiram me irritar bastante durante minha aventura.

As partes boas com certeza são a movimentação fluída, e a facilidade de aprendizado das mecânicas que estão presentes em muitos jogos de VR, quem já tem experiência não terá problemas em escalar, correr, atirar flechas, e quem não tem tanta experiência vai aprender fácil na primeira fase tutorial do jogo. Outras mecânicas envolvem resolver puzzles para abrir portas que às vezes dão algum trabalho e outras vezes são bem fáceis.

Infelizmente para mim nem tudo foi tão bom, a começar pelo movimento de pulo que em outros jogos basta a gente inclinar o analógico na direção que queremos ir e apertar o “X” que geralmente é o botão de pulo. No caso de REACH usamos o mesmo botão pra pular, mas ao mesmo tempo que apertamos o “X” precisamos jogar um dos nossos braços pra frente senão o botão não tem efeito, no começo achei interessante e interativo, mas conforme o tempo foi passando esse negócio de esticar os braços foi ficando cansativo, algumas vezes eu esquecia e aí era queda na certa, o ideal seria se houvesse uma opção para desligar isso, possibilitando quem não quer ter um grau tão grande de interação também poder jogar.

Outro ponto ruim pra mim é a arma principal do jogo que é o arco e flecha, o movimento de pegar o arco é o mesmo de Horizon e outros jogos que têm arcos, colocamos a mão atrás do ombro, pegamos a flecha atrás do outro ombro colocamos no arco e puxamos a corda, até aí tudo bem, mas o fato de não conseguir puxar a corda até a lateral da minha orelha me deixou muito irritado em vários combates. É algo difícil de explicar mas vou tentar, se você já usou um arco e flecha de verdade sabe que o movimento de puxar a corda é puxando o máximo que der até ela ficar bem esticada, e o único jeito de fazer isso é puxando até perto de sua orelha, no caso de REACH o arco não deixa a gente chegar nesse ponto e o controle perde o rastreamento, fazendo o arco se mexer e você perder a mira, o único jeito pra fazer o arco funcionar bem é colocar ele em frente ao rosto e puxar a corda, mas me diga quem consegue fazer isso no mundo real? Eu não consigo, e essa mecânica me frustrou bastante.

Combates 

Reach oferece pouca variedade de inimigos, aliás só existem 2 tipos de inimigos, as estátuas vivas e uns drones que deixam essas estátuas com um escudo tipo campo de força que só é desabilitado quando acabamos com eles. No geral as variações das estátuas atacam com armas de longo alcance, tipo shotguns, ou armas de fogo e se protegem com escudos. Nós por outro lado temos um arco mágico que atira flechas de energia, e outras variações que vamos recebendo conforme a história progride como flechas congelantes, flecha explosiva e uma flecha que causa deixa os personagens paralisados por um tempo, as munições são pequenos bichos que vivem em ninhos espalhados pelo jogo.

Além do arco temos um escudo que nos protege e que também podemos jogar nos inimigos bem ao estilo Capitão América. O jogo também permite roubar as armas dos inimigos quando estão paralisados (algo que eu só fui descobrir no final pois não prestei atenção antes), os combates são bem dinâmicos, mas não apresentam uma grande estratégia para vencer as estátuas, no geral é fugir, atirar, se esconder e atirar até que todos sejam derrotados.

Um dos modos legais de derrotar essas estátuas com certeza é quando usamos o “stealth” para chegar por trás delas e arrancamos sua coluna vertebral acabando com o inimigo na hora.

Som

Músicas épicas, vozes excelentes e efeitos sonoros fazem tudo ficar melhor nesse jogo, a dublagem de Rosa e Atlas é muito bem feita e parece que nasceram com esses personagens. Em uma das últimas partes do jogo ela buga em uma das batalhas mais legais, mas tudo bem essa parte eu perdoo, mas nDREAMS arrumem isso por favor.

O idioma do jogo é em inglês e infelizmente não tem legendas em português, o que pode afastar muitos jogadores. A legenda em espanhol está presente e pode ser uma saída para aqueles que não dominam o inglês.

Considerações finais 

Acho REACH um ótimo jogo de VR mas tive um problema enorme com o último chefe, ele simplesmente bugou não me ataca, e não recebe meus ataques, só fica lá voando e não tem mais o que eu fazer no jogo pra consertar isso, foram 10 horas pra chegar nela e ser impossibilitado de terminar. Mesmo assim indico REACH para jogadores que gostam de muita ação, puzzle e principalmente gráficos bonitos dentro da realidade virtual.

Confira nesse vídeo de gameplay como Reach está rodando no PS5 Pro/PSVR2:

Reach VR

8

Nota

8.0/10

Positivos

  • Gráficos maravilhosos, bonitos e sem serrilhados
  • Ambientação, iluminação e imersão excelentes
  • Trilha sonora e dublagem dos personagens muito boa
  • Aproximadamente 10 horas de jogo

Negativos

  • O sistema de pulo que precisamos jogar nossos braços pra frente pode cansar depois de um tempo, podia ter opção de não usar isso
  • Arco e flecha que não se comporta como deveria
  • Pouca variedade de cenários
  • Sem legendas em português
  • O bug que apareceu no último chefe e me impossibilitou de terminar
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