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BALL X PIT – Uma divertida e viciante evolução do conceito de Breakout | Análise

Analisado no PC


BALL X PIT é um roguelike de ação e quebra de blocos, desenvolvido por Kenny Sun e distribuído pela Devolver Digital. O título foi lançado em 15/10/2025 com versões para Nintendo Switch, PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S.

Baseando-se e evoluindo o conceito do clássico Breakout, BALL X PIT mistura RPG e ação a fórmula do jogo clássico em uma experiência divertida e viciante, mas que ainda requer um pouco de sorte dado os elementos rogue.

Em BALL X PIT nós iremos jogar como aventureiros que estão explorando um fosso localizado nas ruínas da antiga cidade de Ballbylon com o objetivo de procurar riquezas para construir uma nova cidade. A trama é simples e basicamente serve como plano de fundo, sendo que este é mais um título onde os sistemas e o ciclo de jogo são o que brilham na experiência.

Quem cresceu nos anos 80/90 e início de 2000 com certeza jogou Breakout (1976), um jogo clássico de quebra de blocos onde controlamos uma palheta e devemos rebater uma bola para quebrar blocos. BALL X PIT basicamente adaptou e modernizou este conceito, o misturando com elementos de RPG, construção de base e rogue para o ciclo de jogo.

Diferente do jogo clássico onde o cenário é estático e não podemos deixar a bola cair no fundo da tela. BALL X PITA substitui a palheta por um herói que pode se movimentar pelo cenário e atira bolas, estas que se rebatem nas paredes, no fundo e topo do cenário, servindo como projéteis necessários para eliminar os inimigos que agora não são tijolos estáticos e sim blocos de inimigos que descem no cenário e nos causam danos caso cheguem no fundo da tela, ou se nosso herói chegar perto deles.

O objetivo aqui é eliminar as fileiras de inimigos que não param de aparecer em um formato que às vezes se torna bullet hell com diversos projéteis pela tela. De tempos em tempos temos mini chefes e chefes, com os blocos de inimigos trazendo variações, alguns com ataques à distância e também mudando efeitos conforme o mapa escolhido. Ao eliminar os inimigos iremos conseguir experiência e alguns itens para melhorar personagem ou apenas restaurar nossas forças pois temos vida limitada e é aqui que os elementos rogue se aliam a jogatina.

Para jogar é possível escolher entre 16 personagens e 8 mapas diferentes, cada um dos primeiros com suas habilidades e os mapas variando de bioma e inimigos. Claro que inicialmente temos apenas um personagem e um mapa desbloqueados e para liberar os demais será necessário concluir objetivos e construir uma base, utilizando recursos entre uma tentativa e outra.

Cada herói tem suas habilidades passivas que influenciam na jogatina, seja aumentando dano, modificando ataques, velocidade de movimento e outras. Para melhorá-los será necessário destruir inimigos para coletar recursos e subir de nível, porém é preciso de sorte pois apesar de podermos escolher bolas e melhorias, todas são aleatórias e o jogador precisa tentar criar uma estratégia com o que o jogo lhe fornece e as combinações aqui são bem diversificadas.

O título é generoso e temos dezenas de bolas diferentes, além de dezenas de combinações diferentes destas, com um sistema de combinação e evolução que deixa o jogador explorar a criatividade. No geral as bolas podem ser separadas em algumas categorias, como dano direto, efeitos especiais que causam danos ou afetam blocos em área, algumas tem chance curativa e outras são especializadas em atravessar unidades causando devastação por onde passam. O interessante é que o sistema te deixa combinar estes efeitos, preservando ambos em uma super bola que é a salvação em determinados encontros, o lado ruim é que como o jogo é rogue e as bolas são aleatórias, é necessário sorte para se conseguir efeitos legais e às vezes é melhor partir para uma nova tentativa.

Os gráficos são simples e trazem uma mistura de pixel art com elementos 2D e 3D alternando nos menus, nas etapas de construção e nos cenários caóticos. Temos vários efeitos de luz e bolas, com projéteis piscando e atravessando o cenário, fazendo com que algumas etapas fiquem carregadas e difíceis de se enxergar. A trilha sonora traz diversos efeitos para os projéteis e faixas para embalar a jogatina, contudo é fácil enjoar das músicas depois de algumas horas.

Apesar de termos alguns momentos frustrantes causados pela aleatoriedade do sistema rogue, no geral a experiência é divertida e viciante. Parte dessa diversão vem da quantidade de bolas disponíveis, pois os diferentes efeitos proporcionam várias combinações que de certa forma aliviam a aleatoriedade e deixam a jogatina com um fator replay generoso.

No final, BALL X PIT é uma surpresa muito bem vinda, o jogo moderniza o conceito do clássico Breakout, sendo mais um exemplo de jogo indie que utiliza o gênero rogue de forma correta e não como muleta para aumentar o tempo de jogo. O preço cobrado é camarada com exceção da versão de PlayStation e eu posso recomendar este título para todos que gostam do gênero ou que queiram algo diferente para jogar.

BALL X PIT

8.8

Nota

8.8/10

Positivos

  • Divertido e caótico
  • Variedade de combinações e personagem
  • Preço camarada

Negativos

  • Pode ficar repetitivo
  • Sistema rogue ainda depende de sorte
  • Construção limitada e desnecessária

Jeferson Vasconcelos

PC Gamer desde os anos 90, entusiasta de VR que não consegue ficar sem jogar os velhos consoles. Aguardando há anos pelo próximo Lineage
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