
Os planos da Valve para dominar a sala de estar em 2026 sofreram um impacto vindo direto da cadeia de suprimentos. Em um post oficial publicado nesta quarta-feira, a gigante dos PCs confirmou que o custo crescente dos componentes eletrônicos forçou o adiamento do anúncio de preços e datas de lançamento do Steam Machine e Steam Frame (seu novo headset de VR). Embora a empresa ainda pretenda lançar ambos os produtos no primeiro semestre deste ano, a volatilidade do mercado impediu que detalhes concretos fossem revelados agora.

O grande vilão dessa história é o preço da memória DRAM e do armazenamento. Desde o anúncio dos aparelhos em novembro, o setor de tecnologia foi atingido por uma alta de mais de 170% nos contratos de DRAM. Esse aumento foi impulsionado por um acordo massivo entre a Samsung, a SK Hynix e a OpenAI, que reservou quase metade da produção mundial de memórias para alimentar os data centers de IA. Com os estoques globais baixos e os preços nas alturas, a Valve precisa recalcular se conseguirá manter a promessa de que o Steam Machine custaria o mesmo que montar um PC equivalente (estimado inicialmente na casa dos US$ 700).
“Nosso objetivo de enviar os produtos no primeiro semestre não mudou, mas temos trabalho a fazer para chegar a preços e datas que possamos anunciar com confiança”, afirmou a Valve. A empresa quer evitar promessas que não possa cumprir, especialmente em um cenário onde até gigantes como a Microsoft podem estar expostas à falta de componentes.
Mesmo com esses obstáculos, a expectativa continua alta para ver como a Valve adaptará o sucesso do Steam OS para um hardware de mesa de alto desempenho e uma nova experiência em realidade virtual.






