
Jogo testado no PC
Windrose é um jogo de sobrevivência com temática de piratas que está sendo desenvolvido e distribuído pela Windrose Crew (antigamente conhecida por Crosswind Crew). O título ainda não tem data de lançamento confirmada, mas terá uma demo disponível a partir do dia 17/02/2026.
Inicialmente concebido como um MMO de sobrevivência com temática pirata e elementos PVE/PVP, Crosswind acabou durando pouco e após um breve alpha, o time de desenvolvimento mudou completamente a direção do título, o transformando em Windrose. O novo jogo ainda preserva a temática de piratas, mas abandona os elementos de MMO e PVP, os substituindo pela fórmula de sucesso, mas já bastante utilizada de sobrevivência em coop, com servidores customizados pelos jogadores e opção solo offline. Nós tivemos acesso a uma versão demo antecipada que trouxe um pouco do que podemos esperar da versão final e aqui seguem nossas impressões.
A demo é longa e traz algumas boas horas de jogatina, tempo suficiente para nos apresentar ao conceito e as mecânicas de jogo e já adianto que quem procura só por um jogo de piratas pode ficar desapontado, pois os elementos de sobrevivência com coleta e criação, acabam consumindo a maior parte do tempo de jogatina.
Em Windrose nós iremos jogar como um pirata que após alguns eventos iniciais acaba naufragando e acorda sozinho em uma ilha remota. Sem provisões nem equipamentos, o jogador precisa embarcar em uma aventura de sobrevivência, para resgatar nossos companheiros que foram capturados, encontrar ou construir um novo navio e prosseguir com uma missão que ao que tudo indica envolve uma relíquia especial.
A jogatina aqui segue o padrão de sobrevivência consolidado em jogos de sucesso como Valheim, ou seja, é preciso coletar e processar itens para construir equipamentos, um acampamento, melhorias e refeições. Não temos nada de novo aqui e as únicas diferenças são elementos baseados na temática de pirata através do ambiente caribenho, trajes e equipamentos.
A pé nós teremos de cortar árvores, minerar metais, caçar animais, coletar recursos, enfrentar inimigos e descobrir segredos e tesouros espalhados pelas ilhas. Essa etapa de sobrevivência é basicamente a parte principal da jogatina e a maior parte do tempo será jogada fora do controle do navio, pois como dito acima é necessário coletar e processar itens tanto para nosso personagem se manter vivo, quanto também para melhorar e reparar o navio, algo que é recorrente e geralmente requer uma quantidade considerável de materiais.
No controle do navio é onde iremos fazer a pirataria e nos deslocar de um ponto ao outro, pois apesar de termos um sistema de viagem rápida, os pontos são limitados e ele não estava funcionando corretamente durante nossos testes. A jogatina no navio é bastante básica, podemos customizar nossos equipamentos e suprimentos em uma doca e o combate em alto mar acontece de forma simples onde seguramos um botão para mirar e outro para disparar em um sistema que se inspira nos comandos marítimos de Assassin’s Creed IV: Black Flag.
O combate no navio se mostrou satisfatório, com o sistema de mira e disparo sendo influenciado pelas intempéries naturais como ondas, já o combate a pé não é uma experiência divertida de se fazer. Infelizmente o combate a pé se encontra com sistemas ainda bastante primitivos, as animações de combate são lentas e ficamos travados na direção em que iniciamos a ação, isso acontece tanto para o jogador quanto para os inimigos, o sistema de dano é quase souls like e alguns inimigos causam bastante dano com ataques simples e o conjunto no geral não está bom e carece de muitas melhorias.
Os visuais estão OK, para uma demo o jogo apresentou um cenário caribenho legal, temos pouca variação, mas as ilhas estão bem detalhadas, com densas florestas, bastante vida animal e alguns esconderijos piratas. A trilha sonora não impressiona, mas não faz feio, temos efeitos sonoros básicos e algumas músicas para cantar durante a navegação.
Como citado mais acima, o título chega com um sistema de mundo baseado em servidores customizáveis pelos jogadores. Atualmente só podemos rodar servidores na máquina local, com a possibilidade de dedicados no futuro, contudo é possível customizar algumas opções de dificuldade como dano recebido, causado e vida dos inimigos. Por enquanto não temos suporte a mods, mas futuramente o jogo pode incluir mods o que irá expandir a jogatina e melhorar os aspectos de sobrevivência.
No final, a demo de Windrose nos mostra apenas mais um jogo de sobrevivência que adota a temática de piratas a experiência. Apesar de não impressionar, o título tem potencial e a experiência é divertida em coop, sendo que o aspecto de servidores locais não só estende como também garante uma jogatina longínqua para os próximos anos independente do jogo ser um sucesso ou não. Pela experiência que tivemos na demo, eu prefiro recomendá-lo por enquanto para jogadores que gostam de jogos de sobrevivência, se você procura por um jogo de piratas é melhor aguardar por atualizações.











