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Pokémon Champions – Será essa a sua chance de virar um mestre Pokémon? | Análise

Analisado no Nintendo Switch


Após um bom período de hype e especulações, Pokémon Champions foi lançado para Nintendo Switch, prometendo celebrar as lendárias batalhas Pokémon e ocupando um espaço há muito tempo vazio: o de jogos especialmente dedicados às batalhas, sem todo o background característico dos jogos principais da série.

Talvez um sucessor espiritual (ou pelo menos uma tentativa) do nostálgico e mítico Pokémon Stadium, o novo título, lançado em 8 de abril de 2026 pela Nintendo, te convida a aprender, sem muitas delongas, a duelar com seus monstrinhos, usando golpes estratégicos e tirando o máximo proveito dos itens que cada Pokémon pode usar.

Então, é só procurar seus Pokémon favoritos e partir para a batalha, certo? Talvez não! Eu explico: se nas entradas anteriores da franquia você podia treinar e escolher os monstrinhos que queria levar para a batalha, em Pokémon Champions a história é outra. Assim que você começa o jogo, escolhe um dentre uma seleção de Pokémon para iniciar a jogatina.

Entre as opções iniciais estão favoritos de longa data, como Charizard, Tyranitar, Pikachu, Lucario e Gardevoir, além de Pokémon mais recentes, como Armarouge e Palafin. Ao escolher o seu inicial, o seu time é automaticamente montado de forma estratégica, pensado para “funcionar bem”.

Na prática, isso significa que você já começa com uma equipe capaz de encarar as partidas iniciais sem virar um desastre completo, mesmo que ainda não entenda muito sobre como esses embates funcionam. A ideia claramente é facilitar a entrada de novos jogadores. Ainda assim, a sua liberdade de escolha não aumenta tanto depois disso: para ter acesso a mais “personagens”, você precisa recrutá-los a partir do “Rancho Pokémon”, o que exige alguns pontos in-game. E, mesmo assim, a seleção de monstrinhos disponíveis é limitada.

Esse conjunto de possíveis Pokémon para recrutamento varia diariamente, mas pode ser atualizado mais rapidamente caso você queira gastar algumas moedas in-game, alterando o rol de criaturas disponíveis para agregar à sua equipe.

Por outro lado, se você já é um mestre Pokémon, existe a possibilidade de trazer seus parceiros treinados para essa nova arena. Sua dependência do acaso para montar um time que te agrade diminui bastante. Mas, como nem tudo são flores, alguns movimentos daquele seu bichinho adorado podem estar indisponíveis em Pokémon Champions, sendo necessários também alguns pontos para ajustar os golpes que serão usados nas batalhas dali em diante.

Há que se salientar que também não dá para pegar todo o seu exército e transportá-lo para essa nova aventura: em Pokémon Champions, o armazenamento é bem limitado (30 espaços), sendo necessário fazer upgrades dessa capacidade (e chegamos lá, na “armadilha” do jogo). Tal como Pokémon Unite, este é um jogo gratuito que, de cara, oferece muitos meios de se divertir, mas impõe algumas limitações a quem não quer investir uma graninha nele.

O jogo conta atualmente com duas modalidades pagas: uma assinatura mensal, que libera missões exclusivas, e um Passe de Batalha, focado principalmente em itens cosméticos, itens de batalha e pedras de Mega Evolução. Durante nossos testes, a Nintendo disponibilizou o Starter Pack, vendido por R$ 38,90, que acaba sendo um investimento bastante útil para quem pretende começar sem sofrer tanto com algumas limitações iniciais. O pacote adiciona 50 espaços extras na Box, além de Training Tickets, Teammate Tickets e até uma trilha sonora especial inspirada em Pokémon: Let’s Go, Pikachu! and Let’s Go, Eevee!

É possível ganhar pontos fazendo missões, e o custo de funções como treinar Pokémon ou mudar o conjunto de criaturas disponíveis para recrutar ainda é baixo. No entanto, como vimos com Pokémon Unite, é bom aproveitar enquanto o game tenta estabelecer sua base de jogadores. Com o tempo, o esperado é que as missões sejam menos recompensadoras, ou até mesmo que algumas funções passem a estar disponíveis apenas com “dinheiro de verdade”.

Mesmo assim, há muito espaço para o engajamento com esse jogo, que tem potencial para virar uma febre entre aqueles que até então não tinham paciência para todas as horas de exploração dos títulos principais, como Pokémon Sword and Shield ou Pokémon Scarlet and Violet. Aqui, a simplicidade vale ouro e a ideia é clara: divertir ao máximo, indo direto ao ponto.

A futura adição do jogo às plataformas móveis também promete ser um passo importante para a franquia, sendo, sem dúvidas, uma porta de entrada ou uma vitrine para que “Ventos e Ondas”, os já anunciados próximos títulos da série, despertem ainda mais desejo no público. Além disso, batalhar com colegas que não necessariamente possuem um Nintendo Switch será uma experiência aguardada por uma legião de fãs, que possivelmente migrarão de simuladores de batalha como Pokémon Showdown ou até mesmo de emuladores de celular.

A magia que conhecemos está ali: um visual bacana, trilha sonora empolgante e a possibilidade de começar a jogar gratuitamente. Para agradar os fãs fiéis, existe ainda a vantagem de poder importar seus monstrinhos, com algumas limitações, claro. E, apesar de ser um jogo que envolve transações monetárias reais, dá para se divertir bastante sem gastar nenhum centavo.

E, até agora, apesar das limitações, o dinheiro não compra a sua vitória. Muitos Pokémon ainda estão indisponíveis, fazendo com que a jogatina fique mais “nivelada” e foque mais na estratégia de batalha do que em simplesmente escolher monstros lendários superpoderosos, como acontece em quase todos os títulos da série.

Pokémon Champions talvez ainda não seja a experiência definitiva da franquia, mas entende muito bem uma coisa simples: muita gente só queria entrar na arena e batalhar. E nisso o jogo acerta bastante.

Veredito Gamers & Games

Nota Final
8.3
/ 10

“Pokémon Champions entrega exatamente o que promete: batalhas estratégicas diretas, acessíveis e divertidas. Apesar das limitações na montagem de equipes e do modelo de monetização, a proposta focada em combate funciona muito bem.”

Pokémon Champions

8.3

Nota

8.3/10

Positivos

  • Foco total nas batalhas
  • Visual carismático
  • Jogo muito amigável com novos jogadores
  • Monetização relativamente equilibrada (até o momento)
  • Futuro crossplay com plataformas móveis

Negativos

  • Liberdade limitada na montagem de equipes
  • Monetização com potencial de se tornar mais agressiva no futuro
  • Restrições na importação de Pokémon e movimentos

Vlademir Vitaliano

Químico de formação, com doutorado em engenharia da nanotecnologia. Meu primeiro videogame foi um Mega Drive, através do qual me apaixonei pelos jogos mais casuais, sejam eles de aventura, luta ou corrida. Atualmente sou fã da Nintendo e suas "Nintendices".
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