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As Dusk Falls – Nem todas as escolhas são as melhores | Análise

Apesar de um excelente roteiro, algumas decisões de jogabilidade foram equivocadas e tiraram o brilho do game.

Analisado no Xbox One X


Nos últimos anos estamos recebendo cada vez jogos com narrativa interativa e alguns vem surpreendendo positivamente.

Por esse motivo, não era para menos que estávamos ansiosos por As Dusk Falls, jogo produzido pela INTERIOR/NIGHT e que foi inspirado em um programa de televisão.

O jogo se passa em 1998 e conta a história da família Walker, que é obrigada a se mudar para o estado de Missouri, nos Estados Unidos. Mas, como sempre, as coisas não saem como planejado e o carro caba quebrando no meio do deserto do Arizona e a partir daí começamos uma aventura que em cada decisão, podemos realmente mudar o decorrer de nossa jogatina.

Não vou contar mais sobre a história, porque realmente qualquer detalhe a mais que eu colocar vai impactar em suas escolhas e isso não vai criar o impacto que jogos deste tipo tem que ter em você para a narrativa funcionar.

Como disse o jogo consiste em tomar decisões, mas há mais coisas que podemos, e teremos, que fazer em nossa jogatina como lutar, abrir fechaduras e outros objetos, tudo apenas com o apertar de botões.

Como foi bem salientado durante a produção do jogo, As Dusk Falls tem diversos finais e olha que não estou exagerando não, mas lógico que isso traria suas consequências. Quando você faz uma única história, é muito mais fácil de você trabalhar no roteiro de um jogo, pois ele sempre será um “arco fechado”. Mas não é o caso, e agora contamos com muitos finais, mas isso faz com que nem sempre a história fique bem montada. Então, dependendo de suas escolhas, a história pode ser melhor ou até mesmo bem desinteressante.

Foi o que aconteceu comigo. Na primeira vez que joguei, senti que a história ia muito bem, obrigado. Porém na segunda já tive o azar de minhas combinações não trazerem um roteiro muito amarrado e que foi embarrigando, perdendo o interessante. Mas sim, se você está na dúvida sobre isso, vale o fator replay.

Já em termos de jogabilidade, talvez seja o PC a melhor plataforma para se jogar, e eu explico. O jogo não tem uma otimização para controles, ou seja, durante nossas escolhas, temos que movimentar o ponteiro de um mouse com o controle do Xbox, o que, diga-se de passagem, não é nada intuitivo. Apesar de não ser o fim do mundo, não é a melhor maneira de se fazer isso.

Ahh, mas para melhorar um pouco a situação, a produtora colocou suporte a smartphone para quem joga com controle, assim podemos usar a tela do nosso celular para controlar nossas escolhas. Perfeito? Nem tanto, durante nossa jogatina, por mais de uma vez nossas escolhas pelo smartphone não funcionaram da forma que gostaríamos e isso deu muita confusão. Não conseguimos entender os motivos, mas aconteceu pelo menos umas 3 vezes.

Outra coisa que me chamou a atenção desde que vi o primeiro trailer de As Dusk Falls, foi seu estilo gráfico cartunesco, mas puxado para o realista. No trailer me pareceu uma excelente escolha, mas que na realidade não se provou. Tudo era animado demais e o visual do jogo acabou dando uma visão totalmente diferente do que um jogo adulto gostaria.

Já em termos de som, aí sim o jogo foi muito produzido e a dublagem muito bem conduzida e dá um realismo a mais na emoção que os personagens nos passam.

O jogo tem 3 modos que se pode escolher: Solo, Multiplayer e um chamado Broadcast. No modo solo, como o próprio nome diz, jogamos sozinhos. Já o multiplayer, você pode jogar online com até 8 pessoas que podem ajudar a tomar as decisões e a Brodcast é voltada para jogadores na Twitch onde as pessoas do chat podem votar nas opções dadas pelo jogo.

Como podemos ver, As Dusk Falls tinha tudo para ser um excelente jogo, mas que teve tantas ideias boas, que talvez fosse impossível trabalhar em todas elas com perfeição.

A jogabilidade conta com problemas que poderiam ter sido resolvidos com pequenos ajustes, mas infelizmente apenas adaptaram os controles do consoles para controlar um mouse. A saída do smartphone também se provou deficitária, já que nem sempre é legal ter uma segunda tela para escolhas (tenta jogar em uma sala escura e alternar a visão entre o celular e a TV para ver como não é nada fácil).

Realmente é na narrativa que As Dusk Falls tem de melhor e com diversos finais para você jogar e voltar a jogar de novo, mas até nisso podemos também achar problemas, já que muitas histórias acabam ficando desinteressante.

De toda forma As Dusk Falls é uma boa escolha de jogo para aqueles aficionados por games voltados para a narrativa e escolhas, onde sua história ousada é bem mais emocionante do que outros jogos do gênero.

Confira o começo de As Dusk Falls neste vídeo de gameplay:

As Dusk Falls

7

Nota

7.0/10

Positivos

  • História Ousada
  • Dublagem bem executada
  • Muitas escolhas

Negativos

  • Jogabilidade
  • Gráficos
  • Alguns arcos de histórias bem desinteressantes

Marcelo Rodrigues

Old Gamer, se aventurando no ramo dos video-games deste o Atari. Já foi só do lado "Azul" da Força, mas hoje distribui sua atenção para todas as plataformas. Apesar de jogar todos os estilos, Adventures e Plataformas ainda tem um lugar especial em seu coraçãozinho.
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