
Vampires: Bloodlord Rising – Chega em acesso antecipado com boas ideias e vários pontos a evoluir | Análise
Título em desenvolvimento, portanto vários pontos do texto podem estar em desacordo com versões futuras e finais.
Jogo testado no PC
Vampires: Bloodlord Rising é um jogo de ação, aventura e construção de bases que está sendo desenvolvido pela Mehuman Games e distribuído pela Toplitz Productions. O título foi lançado como acesso antecipado para PC em 30/01/2026.
Acertando no sistema de construção, mas com alguns erros nos outros e pouco conteúdo. O acesso antecipado de Vampires: Bloodlord Rising, nos apresenta a um título com potencial, mas que ainda tem muito o que melhorar.
Em Vampires: Bloodlord Rising, nós iremos acompanhar a jornada de Dragos nas teras de Sangavia, um humano que foi transformado em vampiro e após alguns acontecimentos acaba se refugiando e dormindo por um período de tempo. Após acordar de seu “sono”, Dragos acaba sendo encarregado de se tornar um novo lord vampiro e terá de reconstruir os tempos de glória que não existem mais para os devoradores de sangue. Como o título se encontra em acesso antecipado, a trama não está completa e o que temos são o início, além de curtas e diretas referências do rumo que os acontecimentos podem tomar, sendo que no geral o que temos é o típico clichê desta temática.
O título traz uma jogatina variada que é separada em ação, aventura, construção e gerenciamento de bases. Temos combate contra NPCs da inquisição que caçam vampiros, exploração de mapas para coletar recursos e melhorias, construção de bases pois um lord vampiro precisa de seu castelo e por último gerenciamento de bases que chega através dos NPCs vampiros que podemos criar e ordenar para realizar tarefas.
O combate e a exploração são dois pontos que têm ainda muito a melhorar e mostram o caráter de acesso antecipado logo no início da jogatina. Dragos em sua forma de caçador pode atacar inimigos, mas não espere nada incrível, pois apesar de alguns movimentos e habilidades, o personagem não tem nenhum acesso a armas e ataca os inimigos apenas com as mãos. No geral o combate segue um estilo que lembra os jogos de outro morcego, os da franquia Batman: Arkham, onde temos um botão de ataque e um de esquiva com indicações de ações dos inimigos, como dito acima, nada muito especial.
A exploração de mapas é uma parte enjoativa, mas também interessante e que tem seus momentos como a transformação em morcego que é utilizada para ir de um ponto a outro mais rápido, habilidade essa que faz parte de uma árvore de pontos e que pode ser liberada com certo tempo de jogo. Em sua forma de caçador, Dragos pode correr e utilizar habilidades para sugar o sangue de humanos ou animais, pois este é uma peça vital para sua sobrevivência, assim é preciso explorar em busca de alvos, como caçador também iremos coletar recursos espalhados pelo mapa para conseguir construir nosso castelo e itens. Além do modo caçador, o personagem também tem acesso a forma de lorde “Aristocrata” e é aqui que as coisas ficam interessantes, pois nesta forma Dragos ainda será caçado pela inquisição, porém é possível interagir com NPCs das vilas, onde atualmente podemos coletar tributos, comprar e vender itens, além de conseguir rumores para escolhermos nossa próxima vítima a ser transformada vampiro.
O modo de construção é com certeza a parte que mais está desenvolvida neste acesso antecipado e também a mais interessante. O sistema de criação é interessante e literalmente a criatividade e os recursos disponíveis serão seu limite para construir seu castelo ou fortaleza. Temos desde paredes, portas, telhados, até itens específicos da jogatina, estações de criação e outros, o sistema foi bem desenvolvido, mas ainda traz algumas inconsistências, como o fato de ter de clicar para construir e às vezes acabar atacando ao invés de construir e de termos algumas partes específicas para terminar a construção e que poderiam ser automáticas. De toda forma, caso não queira perder tempo aqui, é possível criar uma planta e ordenar um de seus vampiros para fazer o trabalho duro e é aqui que entra o gerenciamento.
Como dito mais acima, durante a exploração é possível recrutar NPCs, escolhendo uma vítima e a transformando em vampiros. O limite de vampiros é determinado pela atual situação de rank em um sistema de lord, mas de toda forma já de início podemos recrutar pelo menos dois e os NPCs são uma verdadeira ajuda. É possível ordená-los para concluir atividades enjoativas como coleta de recursos, coleta de sangue, construção de edificações e outras. Cada vampiro interage de forma diferente com nosso personagem, eles são tecnicamente únicos e cada um tem suas atribuições com pontos positivos, negativos e necessidades. Caso você não os trate bem ou não atenda suas necessidades, eles podem não performar em suas tarefas e até se recusar a trabalhar, assim é preciso pensar qual recrutar e para qual tarefa designá-los.
Os visuais não impressionam, mas o jogo não é feio. Os modelos de personagem e cenário estão com uma consistência variada, alguns estão legais já outros mais básicos e sem detalhes, como citado acima as peças de construção aqui são as mais detalhadas, mesmo assim encontramos algumas texturas com pouca definição, algo normal para um acesso antecipado recente. Os sons também não impressionam, no geral eles são genéricos e o ponto algo são as vozes dos personagens em especial a dublagem do nosso personagem, mas ele só fala em certos momentos.
No final, o acesso antecipado de Vampires: Bloodlord Rising nos apresenta um jogo com potencial, mas que ainda tem um grande trajeto até ficar pronto. Como dito acima, o sistema de construção está legal, mas todos os outros precisam de conteúdo e melhorias, o combate atualmente é enjoativo, o sistema de gerenciamento é limitado e não temos muito tempo de jogo disponível. No estado atual eu prefiro recomendar este título somente para quem se interessar, do contrário é melhor aguardar por atualizações que adicionem mais conteúdo.











