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Ratatan – O sucessor espiritual de Patapon bate o tambor mais alto do que nunca | Análise

O palco está montado para o maior hit indie de 2026

Analisado no PC


Se você teve um PSP e jogou Patapon nos anos 2000, é quase impossível que o chiclete “Pata-Pata-Pata-Pon” não tenha grudado na sua cabeça por meses a fio. Agora, avance duas décadas no tempo. Hiroyuki Kotani, o criador daquela obra-prima rítmica, está de volta com Ratatan, um jogo que não apenas abraça o legado de seu antecessor, mas injeta nele uma dose extra de diversão, caos e mecânicas modernas.

Atualmente em acesso antecipado na Steam, mergulhamos de cabeça nessa sinfonia destrutiva para entender o que nos aguarda até o lançamento da versão 1.0 e a chegada aos consoles (PS4, PS5, Xbox Series e Switch 2) em 16 de julho de 2026.

Logo nos primeiros minutos, a familiaridade bate forte. Você dita as ações do seu exército de criaturas fofas e letais (os Cobuns) através de comandos musicais precisos. Um ritmo de quatro batidas para marchar, outro para atacar, outro para defender. A mágica de Ratatan acontece quando você entra no estado de Fever ao acertar sequências perfeitas: a música explode, a tela ganha vida, e seus soldadinhos viram máquinas de destruição em massa.

Mas as semelhanças com o passado param na estrutura básica. A escala de Ratatan é absurdamente maior. Estamos falando de colocar mais de 100 personagens simultâneos na tela. É um espetáculo de fogos de artifício, feitiços e explosões que transforma o campo de batalha em um verdadeiro mosh pit musical.

A decisão de design mais corajosa e divisiva de Ratatan é a adoção de uma estrutura roguelike. Em vez de uma campanha linear com missões selecionáveis, você embarca em “runs”. A cada tentativa, você escolhe caminhos diferentes, coleta modificadores de status aleatórios e recruta novos tipos de unidades.

Quando você morre e, acredite, o jogo não tem pena de punir quem perde o compasso da música, você volta ao acampamento base. Lá, você usa os recursos coletados para desbloquear melhorias permanentes. Esse ciclo cria aquele loop viciante de “só mais uma partidinha”, mantendo a experiência fresca a cada nova investida.

Se o gameplay é o corpo, a trilha sonora e a arte são a alma de Ratatan. O visual 2D é estonteante, vibrante e transborda carisma, lembrando um desenho animado de grande orçamento que ganha vida a cada batida.

As músicas são originais, dinâmicas e reagem diretamente ao quão bem você está jogando. A trilha é tão grudenta que você vai se pegar batucando na mesa de casa muito depois de ter fechado o jogo.

Como todo jogo em Acesso Antecipado, Ratatan ainda está afinando seus instrumentos. O caos na tela, embora visualmente incrível, às vezes gera uma poluição visual tão densa que fica difícil ler os ataques dos chefões, resultando em mortes frustrantes. Além disso, a progressão roguelike inicial pode parecer um pouco “grindy”, exigindo repetição até que seu exército fique forte de verdade.

Ainda assim, o que a desenvolvedora Ratata Arts tem em mãos é um diamante brutíssimo. É uma carta de amor aos jogos de ritmo e estratégia. A adição de um multiplayer cooperativo para 4 jogadores transforma a experiência em uma festa caótica com os amigos.

O que esperar para o futuro? Se a equipe usar o feedback do Acesso Antecipado para polir a legibilidade dos combates e balancear o grind, a versão final que chegará aos consoles em 2026 tem tudo para ser um clássico instantâneo e um dos indies mais marcantes do ano.

Veredito Gamers & Games

Nota Final
8.5
/ 10

“Ratatan é uma explosão criativa de ritmo e estratégia que moderniza a fórmula clássica com roguelike e coop. Ainda em polimento no Acesso Antecipado, já mostra potencial para se tornar um dos indies mais marcantes de 2026.”

Ratatan

8.5

Nota

8.5/10

Positivos

  • Essência de Patapon perfeitamente capturada
  • Músicas originais excelentes, intensificadas ao acertar as sequências
  • Indicadores visuais na tela auxiliam quem não tem ritmo treinado.

Negativos

  • Com centenas de unidades na tela cheias de efeitos, é difícil distinguir ataques inimigos

Lennon Rubens

Gamer por hobby e viciado por opção. Toco Barões da Pisadinha no Guitar Hero. Jogador de quase todas as plataformas. Não dispensa uma boa coquinha gelada e pizza.
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