
Destaques dos resultados da AMD (1.º trimestre de 2026)
- Receitas totais: 10,3 bilhões de dólares, um aumento de 38% em relação ao ano passado.
- Lucro líquido: 1,4 bilhão de dólares no trimestre.
- Data Centers & IA: faturação de 5,8 bilhões, crescimento de 57%, impulsionada por AMD EPYC e AMD Instinct.
A AMD apresentou os resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026 e os números confirmam uma fase de forte aceleração.
A empresa registou receitas de 10,3 bilhões de dólares, o que representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro líquido atingiu 1,4 bilhões de dólares, refletindo não só o aumento de faturamento, mas também uma boa margem operacional.
Segundo a CEO Lisa Su, este trimestre excepcional foi impulsionado sobretudo pela enorme procura por infraestruturas de Inteligência Artificial. A área de Data Centers consolidou‑se como o principal motor de crescimento em receitas e lucros para a AMD.
O domínio da IA e dos Data Centers
A divisão de Data Centers sozinha gerou 5,8 bilhões de dólares, um salto de 57% face ao ano anterior.
Este avanço foi alimentado pelas fortes vendas dos processadores AMD EPYC e das GPUs AMD Instinct, usadas para treinar e executar grandes modelos de IA em escala.
O segmento também está sendo beneficiado por parcerias estratégicas com gigantes tecnológicos:
- A Meta planeia utilizar até 6 gigawatts de GPUs AMD Instinct, começando com uma versão personalizada da nova série MI450, e será um dos primeiros clientes a receber a 6.ª geração de processadores EPYC.
- Empresas como Amazon, Google Cloud, Microsoft Azure e Tencent também aumentaram a utilização de tecnologia AMD nos seus servidores cloud, reforçando o posicionamento da empresa como alternativa relevante à concorrência no mercado de IA.
Crescimento nos PCs e videojogos
Apesar de o grande destaque ser a IA, o negócio voltado para o consumidor final também teve um trimestre sólido.
A divisão “Client”, que inclui processadores para PC, gerou 2,9 bilhões de dólares, um aumento de 26%. O crescimento foi impulsionado pela forte procura pela linha AMD Ryzen e por ganhos sucessivos de quota de mercado no segmento de CPUs de consumo.
A divisão Gaming arrecadou 720 milhões de dólares, um crescimento de 11%. O desempenho positivo foi puxado pelas vendas das placas gráficas Radeon, embora o resultado tenha sido parcialmente atenuado por uma queda nas vendas de componentes semi‑personalizados, como os chips utilizados nos consoles de jogos atuais.
Por fim, o segmento “Embedded” (sistemas incorporados em equipamentos industriais, redes, automação e afins) atingiu 873 milhões de dólares, um aumento de 6% face ao ano anterior.
O que o futuro reserva
A diretora financeira Jean Hu destacou que o trimestre mostrou um bom desempenho em todos os indicadores financeiros, desde receitas e margens até lucro líquido, com uma base de crescimento diversificada entre Data Centers, PCs, gaming e embedded.
Olhando para a frente, as perspetivas continuam otimistas. Para o segundo trimestre de 2026, a AMD projeta receitas na ordem dos 11,2 bilhões de dólares.
Se essa previsão se confirmar, significará um crescimento de cerca de 46% em comparação com o mesmo período do ano passado, reforçando a ideia de que a combinação IA + Data Centers + crescimento em PCs está a colocar a empresa num dos seus ciclos mais fortes de sempre.






