
Jogo testado no Steam Deck
Durante a nossa cobertura na gamescom latam 2026, tive a oportunidade de conhecer os desenvolvedores da HeartLoop Games para testar um projeto que me chamou a atenção logo de cara pela sua proposta ousada. Estou falando de Poly Fighter, um game de luta single-player com estrutura roguelike que promete misturar gêneros de uma forma que raramente vemos por aí. O jogo ainda não tem uma data de lançamento cravada, mas a previsão é que chegue ainda em 2026.
Pude experimentar uma demonstração rodando em um Steam Deck, apresentada diretamente pelos desenvolvedores, e as impressões iniciais mostram um título com muita personalidade.

A proposta de Poly Fighter é, no mínimo, diferenciada. Imagine um jogo de luta onde você não apenas vence o oponente, mas “rouba” o conhecimento dele. A lógica aqui é muito próxima da franquia Mega Man: cada vez que você derrota um adversário, pode aprender novos movimentos para incorporar ao seu próprio arsenal.
Tudo isso acontece em um mapa de progressão que me lembrou imediatamente o clássico OutRun, onde você escolhe os caminhos e decide qual será o próximo desafio. Essa mistura de gêneros funciona muito bem e dá um propósito maior para cada luta, já que você está constantemente construindo o seu moveset.

Um dos pontos altos da demo foi o sistema de customização. Você não fica preso a um conjunto fixo de golpes; o jogo oferece espaços limitados para ataques especiais, golpes normais e perks (vantagens passivas). Isso permite que você monte um lutador que se adapte ao seu estilo, seja ele mais focado em contra-ataques ou em agressividade pura.
Sobre a jogabilidade, a HeartLoop Games foi inteligente ao oferecer dois modos:
- Modo Simplificado: Com comandos acessíveis, seguindo a tendência de jogos de luta modernos, facilitando a entrada de quem não é veterano no gênero.
- Modo Pro: Aqui o bicho pega. Esse modo exige os comandos tradicionais de arcade, como as famosas meias-luas, cima-baixo e por aí vai.
Vou ser sincero com vocês: testando no Steam Deck, achei o modo “Pro” bastante desafiador. Os analógicos ou o D-pad de um portátil nem sempre colaboram para a precisão milimétrica que esses comandos exigem, mas a lógica do jogo é tão sólida que, mesmo apanhando um pouco para os controles no início, a experiência geral foi muito positiva.

Tecnicamente, o jogo parece estar muito bem otimizado. Mesmo sendo uma demo de feira, a performance no portátil da Valve estava lisa, com um visual retrô-arcade low-poly que casa com a proposta. Os desenvolvedores parecem estar no caminho certo para entregar algo que respeita os clássicos, mas traz mecânicas modernas de progressão.
Poly Fighter é um sopro de criatividade no gênero de luta. Ele troca o foco do multiplayer competitivo por uma jornada de descoberta e evolução do personagem que é viciante. Ainda não sabemos o dia exato em que ele chega, mas se você curte jogos de luta e gosta de uma boa estrutura roguelike, esse é um nome para manter no seu radar em 2026.






