
Unrailed 2: Back on Track – Mais um jogo para se divertir e testar as amizades | Análise
Analisado no PC em Coop
Unrailed 2: Back on Track é um jogo roguelike, cooperativo de coleta, construção e gerenciamento, desenvolvido e distribuído pela Indoor Astronaut. O título foi lançado em acesso antecipado para PC em 2024, chegando a sua versão 1.0 em 11/06/2026 e lançando versões para Nintendo Switch, Switch 2 e PlayStation 5.
Como uma sequência que melhora os aspectos de seu antecessor, Unrailed 2: Back on Track entrega uma experiência solo mais limitada, mas em coop, o título é bastante divertido e fica ainda melhor com crossplay.
Para quem não conhece e nunca jogou, Unrailed (2020) adapta a dinâmica cooperativa e caótica e jogos como Overcooked e Moving Out, colocando os jogadores para construir trilhos e manter funcionando uma locomotiva sem freios. O objetivo é levar o trem do ponto A ao B e para isso é necessário coletar recursos para construir trilhos e também superar obstáculos, uma dinâmica que exige coordenação com divisão de tarefas, estas que às vezes acabam se tornando caóticas. Esta sequência chega para melhorar a experiência, mantendo o formato, mas adicionando e modificando alguns elementos da jogatina para deixar tudo mais divertido e desafiador.
Apesar do objetivo ser o mesmo, Unrailed 2 adiciona várias novidades, temos um novo sistema de caminhos, seis biomas disponíveis, chefes desafiadores, animais e obstaculos para te atrapalhar e vagões para melhorar nossa locomotiva. Os mapas são gerados de forma procedural e os jogadores podem escolher qual rumo tomar, com diferentes dificuldades em um sistema que modifica a quantidade de recursos, obstáculos, perigos e também as recompensas dos mapas escolhidos, assim os fáceis são mais calmos, os médios com um grau de desafio a ser considerado e os difíceis realmente desafiadores.
Além das adições acima, também temos novas habilidades para os personagens e melhorias para os vagões do trem, assim dependendo do que escolher, é possível melhorar a quantidade de itens empilhados e a área para automaticamente coletá-los, temos aumentos nas velocidades de criação e locomoção, até mesmo habilidades para transpor objetos sólidos. Para adquiri-las, será necessário acumular pregos/parafusos que são recebidos como recompensas dos níveis, ou seja, às vezes vale a pena arriscar um mapa mais difícil para conseguir novas melhorias e facilitar a progressão.
O grande diferencial desta sequência com certeza são os chefes e criaturas e agora será necessário de certa forma “lutar” contra esses. Dependendo da dificuldade que escolher e também da “distância” progredida, será possível encontrar e ter de enfrentar estes novos inimigos durante a jogatina e temos desde monstros que arremessam explosivos e até chefes que destroem recursos ou partes do cenário e outros que utilizam habilidades especiais que afetam uma grande área. Alguns desses podem ser enfrentados ao destruir os blocos onde eles se encontram, já outros não podem ser atacados e os jogadores precisam cooperar para conseguir superar esses novos obstáculos.
Diferente dos chefes, os animais não afetam grandes áreas, porém eles vão ficar no seu caminho te atrapalhando a passar e até consumir seus recursos, tanto os deixados no mapa quanto os da locomotiva. O lado positivo é que é possível conseguir buffs ao colocar um destes em um vagão específico e as melhorias são consideráveis, mas é preciso tomar conta destes pois eles podem se soltar entre estágios.
No lançamento do primeiro jogo era necessário jogar em coop sem modo solo, este que foi implementado em atualizações que adicionaram um bot para te auxiliar. Esta sequência já chega com estes recursos e desde o início já é possível jogar solo com o auxílio do bot que pode ser comandado e é bastante competente nas tarefas, porém a diversão realmente está no copo. O título chega com crossplay entre plataformas e diversos modos de jogo, sendo que no tradicional temos um limite de quatro jogadores simultâneos, porém nos modos de time attack e versus é possível jogar com até 8 participantes o que expande bastante a jogatina. Para complementar a experiência, também temos um modo sandbox para você criar e aproveitar a jogatina sem pressão e um editor de mapas para explorar a sua criatividade e desenvolver os mapas da forma que quiser.
O primeiro jogo foi desenvolvido no motor Unity, já esta sequência foi feita com base no Godot e essa troca de engine foi acompanhada de melhorias gráficas. O jogo continua com gráficos baseados em Voxel art porém tudo está mais bem detalhado, com modelos que trazem mais cores, contrastes e efeitos de sombra. A trilha sonora é divertida, temos efeitos sonoros simples, mas adequados e músicas de fundo embalam a jogatina e não são enjoativas. Infelizmente a otimização está um pouco inconsistente e apesar da simplicidade, o desempenho oscila um pouco e o modo online sofre de alguns engasgos ao iniciar um novo mapa.
A experiência de jogo no geral é bastante positiva, jogando solo é possível se aventurar com o auxílio do robô, mas com certeza essa é uma experiência pensada para ser jogada em coop. Em coop é necessário dividir tarefas, pois a dificuldade é um pouco maior e também é preciso pensar no que fazer, pois uma decisão errada pode custar toda a tentativa. A geração procedural de mapas acaba sendo uma aleatoriedade que pode facilitar a progressão ou levar ao fim de uma tentativa precocemente, pois dependendo do mapa gerado em relação a suas melhorias, você vai ter muita dificuldade ou até mesmo pouca chance para conseguir progredir, principalmente quando liberamos novas locomotivas que são mais rápidas e mais difíceis.
No final, Unrailed 2: Back on Track consegue melhorar a experiência de seu antecessor em um formato divertido e desafiador que consegue agradar tanto quem procura por uma experiência solo, quanto para quem quer uma jogatina divertida em coop. O preço cobrado é justo e eu posso recomendar este título para todos que queiram jogar algo diferente ou divertido em coop.
Veredito Gamers & Games
8.0
/ 10
“Unrailed 2: Back on Track expande com sucesso a fórmula do primeiro jogo, adicionando mais conteúdo, crossplay e novos desafios. Apesar de pequenas questões de otimização e da influência da aleatoriedade, a experiência cooperativa continua extremamente divertida e recomendada para quem busca jogar em grupo.”










