
Analisado no PC
Company of Heroes 3: Final Stand é um jogo de estratégia em tempo real (RTS), roguelite de defesa e sobrevivência, desenvolvido e distribuído pela Relic Entertainment. O título foi lançado para PC em 29/07/2026, sem nenhuma informação sobre possíveis versões para console.
Sendo um modo de jogo standalone que tem mais cara de DLC, Final Stand é divertido, mas acaba sendo bastante limitado pela baixa variedade de seus sistemas e da estratégia forçada que não abre muitas opções para exploração de composições.
Para quem não conhece, Company of Heroes é uma franquia de RTS que se inspira e tenta retratar os acontecimentos da WWII (Segunda Guerra Mundial), colocando o jogador no controle das forças aliadas ou do eixo para reviver confrontos históricos. Sua terceira entrada chegou em 2023 e apesar de algumas críticas, o terceiro jogo entregou visuais modernos, além de algumas mudanças muito bem vindas no sistema de jogo, um conjunto que foi expandido em cinco DLCs, com Final Stand tendo “sabor” de conteúdo adicional.
Esqueça história ou campanha, Final Stand é totalmente focada em confrontos diretos, onde iremos assumir o controle de uma força com o objetivo de defender uma posição a qualquer custo, utilizando recursos limitados e enfrentando ondas de inimigos e eventos aleatórios por um determinado período de tempo.
Para jogar, podemos escolher entre quatro facções, sendo estas as Forças Americanas, as Forças Britânicas, Wehrmacht e Afrikakorps. Inicialmente as quatro jogam iguais, possuindo unidades básicas, especiais e veículos, entretanto, ao concluir batalhas nós iremos acumular medalhas que funcionam como pontos para gastar em uma árvore de melhorias passivas. A árvore de habilidades passivas é o que diferencia cada uma das facções e com um pouco tempo de jogo já é possível notar as diferenças, com cada facção possuindo sua especialidade, seja ao diminuir custo de certas tropas ou reforços, aumentando dano e blindagem de veículos, além de outros.
Temos apenas cinco mapas de jogo, com estes se diferenciando em terreno, estruturas e rotas, porém em todos teremos caminhos onde os inimigos irão chegar. Dependendo da dificuldade escolhida, será necessário defender mais de um destes ao mesmo tempo e por isso, a estratégia muda conforme o mapa, pois dependo do campo de batalha não existirá coberturas suficiente, ou o terreno irá favorecer certas unidades, mas claro que você também precisa contar com um pouco de sorte, por conta do sistema rogue.
Sim, o jogo é roguelite, assim cada partida é tecnicamente diferente, pois ao sobreviver a ondas poderemos escolher novas unidades e melhorias ativas ou passivas, todas estas que são aleatórias e o jogador precisa planejar sua estratégia. Infelizmente temos pouca variedade destas e basta poucas partidas para ver todas e começar a sentir uma repetição, além disso não demora muito para começarmos a enfrentar ondas com veículos, assim a variedade e os sistemas rogue acabam caindo por terra, pois o jogador é meio que forçado a sempre seguir um caminho, escolhendo unidades mais fortes, duradouras e que conseguem causar dano a blindagem já no início, ou a derrota será certa.
Podemos jogar solo ou em coop online, com um lobby para gerenciar a criação de jogos. As partidas funcionam em dois modos, sobrevivência infinita que vai ficando mais difícil conforme as ondas passam, ou o padrão que é sobreviver a 12 ondas. Ao começar a partida e sempre antes de uma próxima onda, nós temos um tempo de preparação que é curto, mas serve para você organizar suas unidades, criando e enviando novas ou, modificando, aprimorando e reposicionando as que sobreviveram e já estão no campo de batalha.
As ondas vão ficando mais intensas e difíceis com o passar do tempo e ao sobreviver algumas, temos um confronto de chefe que geralmente é uma unidade especial mais difícil de ser abatida e que geralmente vem acompanhada de outras dando suporte. O jogo entrega oito níveis de dificuldade e já adianto que se você for veterano na série, é melhor começar já pelos mais difíceis, pois os primeiros 5 níveis são fáceis e não requerem praticamente nenhuma estratégia.
Infelizmente o balanceamento entre tempo de jogo e recompensas não está legal. No atual estado, você vai perder muitas horas de jogo para conseguir liberar todas as melhorias das árvores de habilidades, isso porque as recompensas são poucas e não vale a pena optar pelo modo infinito e tentar sobreviver a mais ondas, pois as recompensas não escalam de forma eficiente com a quantidade de tempo jogado ou ondas sobrevividas. Assim o que resta é jogar inúmeras partidas no modo padrão até conseguir liberar toda a árvore para assim se divertir no modo infinito.
Como Final Stand é um modo standalone de Company of Heroes 3, o título roda em cima do jogo base e compartilha todos os benefícios que vieram com os últimos títulos desenvolvidos pela Relic na Essence Engine 5.0 que incluem o Age of Empire IV. Assim, apesar de ser um modo menor, nós temos novamente uma boa combinação de fidelidade audiovisual, com diversos detalhes nos modelos de personagens e campos de batalha, além de bons efeitos de partículas e destruição, aliados a uma excelente trilha sonora com diversos efeitos e uma boa dublagem de personagens.
No final, apesar de Company of Heroes 3: Final Stand ser um modo standalone divertido, ele infelizmente é limitado e entrega uma experiência que parece mais de DLC do que realmente a de um jogo separado. O preço cobrado é salgado pela experiência e eu prefiro recomendá-lo somente para quem se interessar, do contrário é melhor esperar por uma promoção.
Veredito Gamers & Games:
7.0
/ 10
“Company of Heroes 3: Final Stand é divertido, especialmente no coop, e conta com uma boa apresentação audiovisual. Porém, a pouca variedade, a estratégia limitada e o preço elevado prejudicam a experiência.”











