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Contra: Rogue Corps – Vale pela nostalgia | Análise

O novo jogo da série resgata um pouco do sentimento do passado, mas falha em outras áreas

Analisado no PlayStation 4


A querida Konami teve sua era de ouro na geração 8-bits, e os gamers mais velhos, sabem bem o quão incrível era enfrentar chefes gigantes, desviar dos tiros, misseis, projeteis e tudo o mais na serie CONTRA.

Games difíceis tendem a serem mais memoráveis, e com CONTRA isso não seria diferente, mas será que Contra: Rogue Corps consegue se igualar ao original?

De fato, é impossível não fazer uma comparação entre o clássico e o novo. Foi assim com boa parte dos games que passaram por algum tipo de releitura ou retorno, tais como Resident Evil 2 ou o tão aguardado Final Fantasy 7, o problema é a tal expectativa em Contra: Rogue Corps não é das melhores.

Após uma história inicial sem muito senso, servindo mais como um motivo qualquer para se iniciar uma nova guerra, o game já traz a primeira grande mudança, a câmera isométrica. Um game que traz em sua raiz gráficos em 2D, seria muito mais interessante manter esse padrão, porém não é o que vemos aqui. Com a opção em uma câmera isométrica, toda a jogabilidade que antes era intensa, passa a ser mais cadenciada e um tanto quanto confusa em certos momentos.

Por conta desta drástica mudança, os controles, o estilo de mira e ate mesmo as armas precisaram acompanhar este novo padrão. O apertar do gatilho, as explosões e as armas diferenciadas continuam e não foram afetadas. O sistema de armamento, suas escolhas e o fato do game te obrigar a fazer a troca entre elas por um curto período de tempo, oferece uma ótima estratégia o que funciona bem, mesmo com várias quedas de frame quando há muitos inimigos em tela.

Os quatro personagens jogáveis tem suas próprias habilidades, o que aumenta consideravelmente o fator replay, uma vez que foram acrescentados diversos elementos de RPG tais como uma espécie de laboratório onde é possível criar novas armas, fazer upgrades, ou ate mesmo melhorias em seus personagens, dando a eles melhor resistência e outras artimanhas.

Somado a isso tudo, o game ainda traz os loots, que ao serem coletados nos cenários servem para que você turbine seu player e por não haver qualquer tipo de “mercadinho ou transações” com dinheiro real, já vale um elogio.

Uma falha em Contra: Rogue Corps são os gráficos, que apesar de serem bem coloridos, pecam na mesmice dos cenários, que em poucas horas de jogo, fica aquela sensação da falta de criatividade.

As fases seguem o mesmo modelo clássico em que você atira, avança, atira, avança e encontra um chefe 10x maior que seu personagem. Não que seja um problema visto que a série Contra nada neste estilo de jogabilidade há anos, porem poderia ter mais interações com os ambientes, alguns puzzles, porque não?

Seu modo coop funciona bem e é extremamente divertido, salvo a confusão em tela, porem a trilha sonora com clássicos repaginados e a mistureba entre personagens customizáveis traz um modo completamente obrigatório, resgatando até mesmo os primórdios dos fliperamas.

No geral Contra: Rogue Corps funciona melhor se for jogado em coop. Não é memorável e está longe de ser lembrado daqui algum tempo, mas para se divertir com os amigos, atrás dos loots e passando horas customizando, pode ser uma boa pedida.

Contra: Rogue Corps

6.5

Nota

6.5/10

Positivos

  • Modo Coop
  • Loots
  • Customização de armas e personagens

Negativos

  • História
  • Cenários repetitivos
  • Quedas de frame constantes

Thiago Bonito

Administrador, apaixonado por vídeo game, já sofri quando queimei meu Atari, super fã de jogos clássicos e economizando até a alma para comprar o PS5 no dia do lançamento

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