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Wanderer – Uma mistura de Escape Room com Viagem no Tempo | Análise

Wanderer é um dos jogos mais bonitos que já vi no PSVR

Analisado no PlayStation VR pelo PS5


Quebrando as barreiras entre espaço e tempo!

Quando Wanderer para PlayStation VR foi anunciado, trazia em seu trailer um mundo devastado, viagens entre tempo e espaço, várias épocas diferentes, um gráfico limpo cheio de detalhes e com uma jogabilidade bastante interessante. Bem, com todo esse hype, não foi à toa que a comunidade VR estava bastante ansiosa pra colocar as mãos nesse game, e particularmente estou muito feliz com o resultado.

Jogamos na pele de Asher, que foi enviado até o apartamento do seu avô para consertar o que aconteceu de errado em nosso mundo atual que está em ruínas. E como faremos isso? – Voltamos no tempo é claro!

Wanderer

Após encontrar Samuel, um relógio falante e super esperto podemos viajar no tempo e espaço na pele das pessoas que estavam envolvidas na história, para isso precisamos de um objeto específico que nos levará a tal era, por exemplo: o primeiro “pulo no tempo” que damos é para o ano de 1969 quando o homem pisou na Lua pela primeira vez, e para nossa surpresa somos um dos astronautas em solo lunar, só que nessa realidade o outro astronauta está morto e precisamos abrir um compartimento no módulo, e o único modo de fazer isso é voltar para o apartamento, pegar uma serra circular e cortar os cadeados, parece bem simples certo? – Bem, não é tão fácil assim, pois até chegar aí tive eu tive que “pensar além da caixa”, afinal de contas quem imaginaria que precisava voltar pro apartamento pegar um dos objetos do tempo atual para abrir o compartimento de algo que está no passado?! Aliás o apartamento e seus itens são uma chave muito importante para o jogo, e basicamente fazem parte de algo como se fosse um escape room gigante, pois precisamos de itens chave para poder avançar em cada cenário.

Wanderer

Alguns dos itens servem para mudar a aparência do relógio, tipo uma skin nova, e para isso precisamos coletar vários itens específicos durante o jogo, como uma caixa de giz de cera e um patinho de borracha, para dar um tom mais colorido ao relógio, pegando os itens basta colocar na caixa que encontramos em nosso no closet do apartamento, além disso durante o jogo vamos coletando cristais que darão um upgrade no armazenamento dele, pois além dele ser um relógio que volta no tempo, também serve de “mãos extras”, podemos colocar até 5 itens dentro dele depois que fizermos todos os upgrades, no começo temos apenas 1 mísero espaço.

O único jeito de jogar é usando os controles MOVE, isso pode espantar alguns jogadores pois a jogabilidade com esses controles nem sempre é boa. Mas Wanderer se superou e nos trouxe comandos simples que toda pessoa que joga VR já está acostumado.

Wanderer

Há vários tipos de configurações de controle nas opções para cada um poder se adequar do seu próprio modo, como o jogo é em primeira pessoa, o esquema dos controles é bem parecido com outros jogos como Skyrim, Doom, Atividade Paranormal e Walking Dead Saint’s and Sinners, que é basicamente apertar o botão MOVE para nos mover e apertar os botões quadrado e triângulo para podermos virar para esquerda ou direita (temos também a opção de virar por cliques ou a que eu mais uso que é o Smooth para virar suavemente), os gatilhos são usados para pegar objetos. Temos também a opção de teleporte que é aquela que miramos e soltamos nosso personagem no lugar que queremos, utilizada bastante para pessoas que sofrem com o “motion sickness” (enjoo de movimentos).

Um das coisas que mais me agradaram na jogabilidade é que nossas mãos e objetos colidem com a maioria das coisas que tem no cenário, principalmente portas e paredes, muitos jogos em VR deixam isso de lado e quando vemos nossas mãos, armas ou objetos que seguramos estão atravessando as coisas, isso pra mim tira muito a imersão que um jogo desses traria.

Wanderer com certeza é um dos games mais bonitos que já vi em VR. Não há serrilhados, o gráfico é limpo e cheio de detalhes, e isso dá pra perceber logo na primeira parte do jogo.

Após passarmos pelo laboratório estamos em Boston e o ano é de 2061 que o game retrata como uma cidade em ruínas e inundada, há muitos objetos para pegarmos no cenário como latas, livros, garrafas e podemos ver como o jogo é rico em detalhes, após pegarmos o barco podemos ver a água muito bem feita, várias plantas e árvores nos trazendo para dentro daquele mundo. Os personagens são bem feitos e muitos deles são bem detalhados, uma pena que há poucos no jogo.

Wanderer

Mas infelizmente nada é perfeito, algumas vezes o gráfico deixa a desejar pois algumas partes do cenário simplesmente parece que não terminaram de renderizar, uma parte dele está bonita e nítida, mas uma ou outra coisinha sem renderização acaba estragando a sensação de imersão. Outra falha que me incomodou bastante são as quebras no cenário, não consigo explicar direito mas são linhas que separam umas camadas das outras, um exemplo disso está na fase Tikal, quando chegamos as cachoeiras fica evidente a tal “linha” separando a água da terra, creio que são bugs que podem ser corrigidos com alguma atualização futura, assim espero. Entendo que o hardware do PlayStation VR nunca foi tão forte e hoje em dia está meio ultrapassado, afinal o acessório tem mais de 4 anos, mesmo com essas limitações conseguiram levar o PSVR ao limite na minha opinião.

Não há do que reclamar sobre a parte sonora de Wanderer, ótimas vozes, e efeitos sonoros que fazem seu papel, uma ressalva para a voz do Samuel que é muito boa e acolhedora durante o game, e ele fala pra caramba. A minha única reclamação é sobre a parte de idiomas, o game trás apenas o idioma falado em inglês mas SEM LEGENDA alguma, isso dificulta para algumas pessoas que entendem mais o que está escrito do que o que está sendo falado, além disso impossibilita uma pessoa com deficiência auditiva de jogar.

Wanderer

Veredicto

Wanderer é um dos jogos mais bonitos que já vi no PSVR, há muita coisa para ser feita, muitos detalhes a serem apreciados, vários puzzles que farão você ter que pensar fora da caixa, e acredite, um deles te fará até aprender código Morse, então prepare-se para pisar na Lua, visitar uma civilização antiga, tocar em uma banda de rock, mexer com eletricidade, ser cientista de foguetes na segunda guerra, e até arrancar o coração de uma pessoa.

Tirando o fato que não há nenhum tipo de legenda e o idioma sendo apenas em inglês, ainda assim Wanderer vale muito a pena ser jogado.

Confira nos dois vídeos abaixo o início de Wanderer e mais um bom trecho de gameplay:

Wanderer

9

Nota

9.0/10

Positivos

  • Gráficos que talvez levem o PSVR ao limite
  • Jogabilidade simples e intuitiva
  • Ótima desafio
  • Em média 10 horas de gameplay sem saber o que fazer.
  • Samuel é adorável

Negativos

  • Não há legendas em nenhum idioma
  • Algumas partes do jogo estão em baixa resolução
  • Alguns bugs e glitches nos cenários
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