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Do projeto às batalhas: O processo de criação dos navios no World of Warships

Como os navios do World of Warships são projetados?

A equipe de desenvolvimento do World of Warships, jogo online gratuito de combate naval, divulgou um vídeo detalhando o processo de design e criação do contratorpedeiro francês L’Aventurier. O navio, cujo casco foi construído, mas nunca finalizado, pertence à classe Le Hardi. Com base em planos originais e nos contratorpedeiros concluídos dessa classe, a equipe de design reconstruiu sua aparência, dando vida a um projeto histórico que não chegou a ser finalizado.

Da escolha à implementação: como um navio chega ao jogo?

O primeiro passo para integrar um navio ao World of Warships é a seleção de sua classe. Em seguida, a equipe avalia a relevância da nação associada ao navio, considerando o feedback dos jogadores, o engajamento da comunidade com outras embarcações da mesma nacionalidade e a necessidade de diversificar as mecânicas de jogo. Cada nação e classe possui características únicas, o que contribui para variadas estratégias durante as batalhas.

Ao longo dos anos, o jogo utilizou arquivos históricos, acervos de museus e consultas a especialistas em história naval para garantir precisão técnica e histórica. Essas fontes são essenciais tanto para recriar navios que existiram quanto para reconstruir projetos inacabados, como o L’Aventurier, com base em especulações fundamentadas.

O caso do L’Aventurier: passo a passo da criação

  1. Adaptação dimensional: O primeiro ajuste no L’Aventurier foi ampliar seu comprimento e largura em relação à classe Le Hardi. Isso permitiu uma distribuição mais eficiente de armamentos, como torres antiaéreas e lançadores de torpedos, tornando-o mais poderoso que seus similares.
  2. Definição da estrutura: A superestrutura do navio — incluindo chaminés, tubulações e ponte — foi projetada para não interferir no movimento das torres e canhões. Detalhes menores, como correntes, hélices e janelas, foram posicionados posteriormente, utilizando uma figura humana como referência de escala.
  3. Texturização e finalização: A etapa final foi o mapeamento UV, técnica que converte modelos 3D em mapas 2D para aplicar texturas realistas, como metal, madeira e detalhes de desgaste. Esse processo manual, que demanda cerca de um mês, define aspectos visuais como rebites, cordas e até manchas de ferrugem.

Após mais de três meses e 400 horas dedicadas ao projeto, o L’Aventurier está pronto para ingressar nas batalhas do World of Warships. Para ficar ligado nas últimas notícias sobre o jogo, inclusive de novas embarcações a caminho do título, acesse os perfis no FacebookInstagramXYouTubeDiscord e Twitch, bem como o site oficial.

Saulo Fernandes

Publicitário de formação, editor do Gamers & Games desde 2015. Gosto de jogos de exploração, aventura e corrida, comecei a jogar no Master System, mas o meu console queridinho até hoje é o GameCube.
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