
Tony Hawk’s Pro Skater 3 + 4 – Um remake bastante inferior ao do 1+2 | Análise
Analisado no PC
Tony Hawk’s Pro Skater 3 + 4 é o remake do terceiro e do quarto jogo da franquia Tony Hawk’s Pro Skater. Esta nova versão foi desenvolvida pela Iron Galaxy, distribuída pela Activision e lançada em 11/07/2025 para Nintendo Switch/Switch 2, PC, PlayStation 4|5, Xbox One e Xbox Series X/S.
Diferente de Tony Hawk’s Pro Skater 1 + 2 que modernizou os jogos preservando a experiência original. Em Tony Hawk’s Pro Skater 3 + 4 temos novamente a revitalização dos jogos, porém agora com diversas mudanças na experiência que incluem censuras de alguns elementos e modificações em modos de jogo. Um conjunto que pode ser resumido a Tony Hawk’s Pro Skater 3 com mapas do 4.
Tony Hawk’s Pro Skater, a famosa franquia que além de ajudar a divulgar o esporte da prancha sobre rodas, também fez parte de diversas bibliotecas dos consoles de sua época. Infelizmente a série caiu em decadência com os anos e os quatro primeiros jogos acabaram sendo considerados seu auge que felizmente agora podem ser jogados de forma “moderna” com os remakes intitulados 1+2 e 3+4.
Originalmente desenvolvido pela Vicarious Visions e lançado em 2020, Tony Hawk’s Pro Skater 1+2 trouxe um remake fiel que preservava a experiência dos dois primeiros títulos, adicionando alguns elementos modernos a fim de melhorar a jogatina. Apesar de alcançar boas vendas, infelizmente o remake inicial de 3+4 foi cancelado após a desenvolvedora ter sido absorvida pela Blizzard. Agora sendo feito pela Iron Galaxy, o remake de 3+4 chega com uma experiência diferente de seu antecessor e que com certeza irá deixar um gosto amargo para quem busca pela nostalgia.
Para quem não jogou os originais, o terceiro título introduziu a mecânica de revert na franquia, esta que possibilita ao jogador criar combos de vertical com manual, ao apertar o botão de revert no momento certo ao aterrissar na rampa. O quarto jogo já modificou completamente a jogatina, substituindo as típicas sessões de 2 minutos por um sistema de mapa com livre exploração e diversos desafios para serem concluídos ao interagir com NPCs. Este remake preserva a experiência do terceiro título, mas modifica completamente a do quarto, substituindo a livre exploração pelo antigo sistema de sessão de 2 minutos, o que de certa forma elimina alguns desafios frustrantes do original, mas modifica completamente a experiência.
O remake traz diversas mudanças nos sistemas de jogo, mapas e músicas. O sistema de experiência foi removido e agora nós liberamos modificações através de desafios, a campanha segue o padrão de 2 minutos para ambos os jogos e o progresso e mapas são divididos pelas versões dos jogos. Os mapas do terceiro jogo se mantém fiéis com visuais aprimorados e objetivos semelhantes, contudo os do quarto título foram completamente refeitos para acomodar novo formato de sessão, assim temos locais menores, com ambientações e objetivos diferentes, além disso alguns estágios foram removidos e outros servem apenas como etapas de competição. Para piorar a nostalgia, o jogo sofreu uma certa censura para as audiências modernas e diversos easter eggs e elementos do cenário foram removidos ou alterados como os efeitos de sangue, o bêbado que tira a água do joelho, as garotas do cruzeiro e até os efeitos de tiro e outros elementos de alguns estágios.
A trilha sonora, que é sempre o ponto alto da franquia, foi completamente refeita e apenas 10 músicas originais estão presentes. Quem procura por aquela dose de nostalgia ficará desapontado, pois diversas músicas icônicas como TNT do AC/DC e The Number of The Beast do Iron Maiden foram removidas e agora temos uma nova trilha com um mix de faixas antigas e outras mais novas. A nova trilha sonora é OK, ela não é ruim, mas definitivamente não é melhor do que as dos originais e algumas músicas simplesmente não combinam com a jogatina.
No quesito personagens, o jogo traz uma composição legal com 29 profissionais que incluem algumas caras conhecidas da série como Tony Hawk, Bob Burnquist, Rodney Mullen, Kareem Campbell, Steve Cabellero e Chad Muska, bem outras mais novas como as brasileiras Leticia Bufoni e Rayssa Lea e o primeiro medalhista de ouro Olímpico Yuto Horigome. No total são 36 personagens e além dos 29 profissionais, temos cinco secretos para liberar e os outros dois restantes estão travados no pacote deluxe.
Os gráficos se mantêm no mesmo padrão do antecessor, com ambientes refeitos trazendo diversos novos detalhes e visuais modernos, porém a performance aqui está inconsistente na versão de PC e temos problemas. O primeiro deles é a questionável implementação dos métodos de upscaling e apesar de não serem necessários aqui, ao ativar o upscaling é possível notar uma considerável degradação visual. Outro problema está relacionado a inconsistência de comandos, com especiais e manuais sendo inconsistentes durante a jogatina, o que infelizmente acaba afetando combos e não é raro ter uma combinação encerrada pois o jogo simplesmente não detectou ou respondeu a suas ações, fato este que acontece ao utilizar controles com cabo, wireless ou o próprio teclado. Para piorar esta situação, diferente dos consoles onde é possível jogar offline, a versão de PC segue o padrão do remake anterior e é preciso conexão mesmo para jogar o modo single player.
No final, Tony Hawk’s Pro Skater 3 + 4 infelizmente não consegue passar a mesma qualidade e impressão deixada pelo seu antecessor 1+2 e apesar de divertir e trazer algumas novidades, o título faz mudanças demais na fórmula, removendo e alterando diversos conteúdos de forma a afetar duramente o fator nostalgia. O preço cobrado não é o comum do mercado, mas ainda é salgado e por conta da experiência eu prefiro recomendá-lo somente para quem se interessar, do contrário é melhor esperar por uma promoção.










