
Destaques da Notícia
- A nova chefe da Xbox, Asha Sharma, afirmou em memorando que o Game Pass ficou caro demais para os jogadores.
- Ela diz que o serviço precisa de uma “melhor equação de valor” e que o modelo atual não é o definitivo.
- Os aumentos de preço estão ligados, em parte, à inclusão de Call of Duty no serviço, que teria custado à Microsoft mais de US$ 300 milhões em vendas perdidas.
A nova responsável pela divisão Xbox, Asha Sharma, reconheceu internamente que o Game Pass “ficou caro demais” e adiantou que o modelo de preços do serviço vai mudar nos próximos tempos.
As declarações surgem num memorando interno enviado aos funcionários da área de jogos, divulgado inicialmente pelo The Verge. Nele, Sharma diz que o serviço precisa de “uma melhor equação de valor”, cerca de seis meses depois de a Microsoft ter aumentado em 50% o preço do nível mais alto do Game Pass, que passou a custar US$ 30 / R$119,90
“Game Pass é central para o valor de gaming no Xbox. Também está claro que o modelo atual não é o final”, escreveu Sharma.
“No curto prazo, o Game Pass se tornou caro demais para os jogadores, então precisamos de uma melhor equação de valor. No longo prazo, vamos evoluir o Game Pass para um sistema mais flexível, o que vai levar tempo para testar e aprender.”
Como está o Game Pass hoje
Atualmente, o Xbox Game Pass está dividido em vários níveis:
- Ultimate – US$ 29,99 / R$ 119,90 por mês
- Premium – US$ 14,99 / R$ 59,90 por mês
- Essential – US$ 9,99 / R$ 43,90 por mês
- PC Game Pass – US$ 16,49 / R$ 69,90 por mês
Os aumentos de preço do ano passado foram justificados, em parte, pelo plano de incluir novos Call of Duty no serviço. Essa decisão teria tido impacto direto nas receitas de vendas tradicionais.
Um relatório da Bloomberg afirma que, de acordo com um ex-funcionário, a Xbox deixou de ganhar mais de US$ 300 milhões em vendas de Call of Duty em consoles e PCs no último ano, devido à estratégia de colocar a franquia no Game Pass.

Nos últimos meses, surgiram relatos de que a Microsoft estaria a considerar remover Call of Duty do Game Pass no futuro, voltando a apostar mais forte em vendas diretas para equilibrar as contas.
Segundo as informações divulgadas, Sharma reconheceu essas discussões no memorando interno, dizendo que irá “aprofundar o tema” com os funcionários na próxima semana. Isso sugere que:
- o peso financeiro de Call of Duty dentro do Game Pass está em análise;
- o papel da franquia no catálogo de assinatura pode mudar, especialmente se a Microsoft entender que o impacto nas vendas é grande demais.
Para onde o Game Pass pode caminhar
Ao falar em um sistema “mais flexível”, Sharma indica que a Microsoft estuda:
- rever preços e benefícios dos tiers atuais;
- possivelmente segmentar ainda mais o serviço (por plataforma, catálogo, cloud, etc.);
- equilibrar melhor o custo de jogos day one caros (como Call of Duty) com o valor percebido pelo jogador.
Não há, por enquanto, detalhes concretos sobre novos preços ou datas para essas mudanças, mas o tom do memorando deixa claro duas coisas:
- Internamente, a Microsoft sabe que o aumento de preço apertou demais para o público.
- O modelo atual do Game Pass está em revisão ativa, tanto em valor para o jogador quanto em sustentabilidade para a própria Xbox.






