
Necrophosis: Full Consciousness – Entrega horror, exploração e uma direção de arte marcante | Análise
Analisado no PlayStation 5
A experiência de Necrophosis: Full Consciousness no PlayStation 5 aposta fortemente na atmosfera para entregar um dos ambientes visuais e sonoros mais perturbadores do gênero. O jogo apresenta cenários grotescos, arquitetura surrealista e uma direção de arte fortemente influenciada pelo horror cósmico, com texturas e efeitos de iluminação que valorizam bastante a ambientação.

A qualidade visual é um dos grandes destaques. Os cenários são extremamente detalhados e conseguem transmitir uma sensação constante de decadência e estranheza. No PS5, o jogo apresenta bom desempenho e carregamentos rápidos, embora seja mais correto destacar sua direção de arte e otimização do que atribuir especificamente todos os recursos visuais rodando na atual geração de consoles.
Certamente que o titulo tem um apelo visual um tanto quanto controverso e não há como negar a assinatura do design extremamente forte pois corpos em estado de decomposição, cadáveres, restos mortais e até mesmo situações transmórficas podem pesar nos jogadores desavisados.

O desempenho sonoro é fundamental para a experiência. A trilha e os efeitos são minimalistas, sussurros, gemidos distantes e vozes ecoantes que criam uma atmosfera opressiva. É um daqueles jogos em que jogar com fones de ouvido faz bastante diferença pois algumas situações da gameplay realmente realçam a experiencia.
O DualSense funciona no jogo, incluindo vibração háptica e efeitos nos gatilhos adaptáveis. Porém, o aproveitamento não é considerado um dos grandes diferenciais da versão PS5 o que desaponta pois é um recurso um pouco subaproveitado. Os comandos são simples e nem todos os botões são realmente utilizáveis, o que talvez careça de uma maior profundidade que ajudaria na imersão.

Um ponto bastante positivo para o público brasileiro é a presença de português do Brasil nos textos e menus. As vozes, entretanto, permanecem em inglês.
O jogo se apoia fortemente na exploração e na narrativa, funcionando em muitos momentos como um walking simulator. A ausência de combate tradicional e de ameaças constantes pode tornar a experiência passiva para quem procura uma jogabilidade mais dinâmica porem isso não tira o mérito de Necrophosis: Full Consciousness que faz seu trabalho de narrativa e exploração com maestria. Existem quebra-cabeças interessantes e bastante alinhados ao conceito de body horror (investigar o defunto no chão literalmente), mas alguns desafios dependem mais de observação e exploração do que de raciocínio elaborado. Isso faz com que o potencial da proposta nem sempre seja aproveitado ao máximo.

A campanha é relativamente curta e oferece poucos incentivos para uma segunda partida depois que o jogador já conhece seus mistérios. Por isso, Necrophosis: Full Consciousness funciona melhor como uma experiência atmosférica e artística concentrada do que como um jogo pensado para dezenas de horas. Por fim, é um game focado em um publico específico, mas que sabe reconhecer uma boa narrativa.
Veredito Gamers & Games:
8.0
/ 10
“Necrophosis: Full Consciousness se destaca pela direção de arte grotesca, atmosfera sonora e narrativa, entregando uma experiência eficiente para fãs de horror atmosférico. A linearidade, alguns puzzles maçantes e o aproveitamento limitado do DualSense impedem que a experiência alcance um nível ainda maior.”






