
Destaques da Notícia:
- ADATA dobra área fabril de sua unidade em Manaus
- Produção de memórias para dispositivos móveis começa em São Paulo
- Fabricação de servidores será transferida para Manaus em dezembro
A ADATA ampliou sua operação industrial no Brasil em 2026 com a entrada em funcionamento de um segundo prédio industrial em Manaus (AM), dobrando a área fabril da unidade. A companhia também iniciou a fabricação de circuitos integrados de memória para dispositivos móveis em Santo Antônio de Posse (SP) e está transferindo para Manaus a produção de servidores de alta potência para data centers, em parceria com a Giga Computing.
Expansão amplia capacidade produtiva da ADATA
Os investimentos envolvem capacidade produtiva, equipamentos e tecnologias nas unidades de Santo Antônio de Posse e Manaus, que atualmente operam em três turnos de produção. Entre 2025 e 2026, os aportes foram intensificados para ampliar a capacidade dos produtos já fabricados no País e incorporar novos equipamentos e processos.
Em 2024, a companhia anunciou um projeto de R$ 374 milhões, sendo R$ 290 milhões financiados pelo BNDES, destinado à expansão da produção nacional e à implantação de novas tecnologias.
A operação industrial da ADATA no Brasil começou em 2017, em Santo Antônio de Posse, com o encapsulamento de circuitos integrados de memória e testes de módulos DRAM. Em 2019, a unidade passou a realizar a montagem local de módulos DRAM com tecnologia SMT. Já em 2021, a empresa iniciou as atividades industriais em Manaus, com montagem SMT e testes de módulos DRAM e SSDs. Em 2024, teve início a fabricação de servidores em parceria com a Giga Computing.
“Parte dos recursos já foi direcionada à aquisição de equipamentos para ampliar a capacidade produtiva de DDR5 e à implementação das tecnologias necessárias à fabricação de memórias para dispositivos móveis. No curto prazo, o saldo será aplicado na expansão dessa estrutura, e novos investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento estão previstos ao longo de 2026. O Brasil vem assumindo um papel cada vez mais relevante em nossa estratégia industrial, com aportes que ampliam nossa capacidade produtiva e tecnológica e nos permitem acompanhar a evolução das demandas do mercado”, explica Nivaldo Gagliardo, vice-presidente de Operações da ADATA.
Produção de servidores será transferida para Manaus
A expansão em Manaus também contempla a operação de servidores. A fabricação, atualmente realizada em Santo Antônio de Posse em parceria com a Giga Computing, está em processo de transferência para a capital amazonense.
A previsão é que a operação esteja em funcionamento na nova localização a partir de dezembro de 2026, com capacidade ampliada para a fabricação de servidores de alta potência destinados a data centers.
O modelo de negócio é baseado em manufatura e serviços industriais e logísticos sob contrato. A ADATA é responsável pela fabricação, enquanto o produto e a marca pertencem à Giga Computing. A capacidade varia de acordo com os projetos e concorrências.
No caso do primeiro modelo de servidor de alta potência para data centers, o primeiro lote deverá demandar entre três e quatro meses de fabricação. A expansão acompanha o aumento da demanda por infraestrutura associada à inteligência artificial e à computação de alto desempenho (HPC).
“A diversificação da produção exige não apenas novas linhas e equipamentos, mas também conhecimento técnico e capacidade de desenvolvimento. A entrada em memórias para dispositivos móveis e a expansão da fabricação de servidores são exemplos de como a estrutura brasileira vem evoluindo para atender aplicações distintas”, acrescenta Gagliardo.
Operação brasileira terá expansão de empregos
Atualmente, a operação brasileira da ADATA conta com 510 colaboradores diretos nas duas unidades. A ampliação da fabricação de servidores deverá gerar outros 65 postos de trabalho até o final de 2026.
Do total produzido no País, 90% é destinado ao mercado brasileiro. A operação local representa atualmente 20% do resultado global da companhia, reforçando a importância estratégica do Brasil para sua operação de manufatura.
A continuidade dos investimentos deverá contemplar o aprimoramento das estruturas existentes e a avaliação de oportunidades nos segmentos de automação comercial, automação industrial e mercado automotivo, entre outras frentes ainda em estudo.







