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CBLOw encerra temporada com mais de 2 mil jogadores e se consolida como fenômeno da comunidade de League of Legends

Campeonato voltado a jogadores amadores alcançou mais de 2 milhões de visualizações e pico de 92 mil espectadores simultâneos.

A temporada oficial do CBLOw (Campeonato Brasileiro de League of Legends dos Elos Baixos) chegou ao fim no último domingo (14), consolidando-se como um dos principais fenômenos de audiência, engajamento e mobilização da comunidade gamer brasileira em 2026. Voltado a jogadores amadores e de baixo elo, o torneio reuniu mais de 2 mil participantes, ultrapassou a marca de 2 milhões de visualizações ao vivo e registrou média superior a 85 mil espectadores simultâneos, com pico de 92 mil pessoas acompanhando as transmissões.

Produzido pela SL Studios, vertical de produção de conteúdo do Grupo SehLoiro, o campeonato contou com apoio da Kick e da Riot Games, além do patrocínio da KaBuM! e da Absol.lol. A competição reuniu oito equipes lideradas por alguns dos principais criadores de conteúdo da comunidade brasileira de League of Legends.

A grande final coroou a equipe Pit Bronzes como campeã da temporada. O time conquistou o título e levou para casa a premiação de R$ 15 mil.

Projeto nasceu para dar visibilidade aos jogadores de baixo elo

Mais do que uma competição de esports, o CBLOw foi criado com o objetivo de oferecer protagonismo a jogadores que normalmente não encontram espaço nos campeonatos tradicionais. A iniciativa surgiu a partir de uma ideia de Bronziocre, que buscava se aproximar da comunidade e iniciar sua trajetória como criador de conteúdo.

Para transformar o projeto em realidade, ele procurou Felipe “YoDa” Noronha e a SL Studios, dando origem à parceria que resultou no campeonato. A apresentação da competição ficou sob responsabilidade de YoDa e do próprio Bronziocre.

“O CBLOw nasceu para dar visibilidade a uma parte da comunidade que quase nunca aparece. Eu tinha a ideia, mas não sabia como tirar do papel. Sou muito grato ao YoDa e à SehLoiro por ajudarem a transformar isso em um campeonato que mobilizou tanta gente. Para mim, o maior legado foi mostrar que, acima da competição, existe uma comunidade que se importa com as pessoas por trás dos nicks”, afirma Bronziocre.

Além da organização do torneio, a SL Studios também atuou na moderação das transmissões e na gestão do engajamento da comunidade durante toda a temporada, contribuindo para a criação de um ambiente acolhedor para participantes e espectadores.

“Acreditamos que o sucesso do CBLOw mostra a força que comunidades digitais podem ter quando encontram espaços acolhedores, positivos e genuinamente participativos. Mais do que audiência, vimos histórias reais de inclusão, solidariedade e transformação ganharem visibilidade diante de dezenas de milhares de pessoas”, afirma YoDa.

Comunidade transforma campeonato em plataforma de impacto social

Ao longo da competição, diversas ações espontâneas de solidariedade ganharam destaque dentro da comunidade.

Entre os casos mais marcantes está o da participante Lua, integrante da equipe liderada pela streamer Minerva, que recebeu apoio financeiro para despesas pessoais e exames médicos. Outra mobilização arrecadou R$ 6 mil para a compra de um computador destinado à participante Melzinha, permitindo que ela continuasse competindo com melhores condições.

Também chamou atenção a iniciativa organizada por Jeiel Up, integrante do time liderado por Absolut, responsável pela distribuição de 700 caixas de chocolate para crianças de uma comunidade no Rio de Janeiro.

O impacto social do CBLOw também ultrapassou o ambiente competitivo. Com apoio da Kick, foi anunciada a doação de US$ 3 mil ao Instituto YoGamers do Bem. O valor será destinado à conclusão de uma sala da APAE em Minas Gerais voltada à alfabetização digital de crianças com deficiência intelectual.

“Esse apoio é fundamental para que possamos finalizar a compra dos equipamentos e transformar a sala em um espaço de aprendizagem, autonomia e inclusão. A alfabetização digital pode abrir novas possibilidades para jovens com deficiência intelectual, aproximando-os da tecnologia de forma acolhedora e adaptada às suas necessidades”, afirma Adriana Noronha, cofundadora do Grupo SehLoiro e diretora do Instituto YoGamers do Bem.

Inclusão e diversidade marcaram a temporada

A diversidade foi uma das características mais destacadas do CBLOw. O campeonato reuniu participantes de diferentes regiões do Brasil, com competidores entre 18 e 70 anos de idade.

Entre as histórias que mais repercutiram esteve a de Vô Corvo, de 69 anos, cuja participação emocionou a comunidade e viralizou nas redes sociais. Outro destaque foi Gaki, participante que relatou dificuldades para se expor publicamente e encontrou no campeonato um ambiente favorável para desenvolver sua confiança e ampliar sua atuação como criador de conteúdo.

Diversos competidores também relataram crescimento de audiência, fortalecimento de suas comunidades e novas oportunidades profissionais após participarem da competição.

A audiência foi impulsionada pela co-transmissão realizada por nomes conhecidos da comunidade de League of Legends, como Jukes, Minerva, Kennzy, Rodil, Absolut, Yulla, Coscu, Yetz, Revolta e Ayel, que ajudaram a ampliar o alcance do torneio durante toda a temporada.

Com o encerramento da edição oficial, a organização já prevê novas ativações e competições relacionadas ao CBLOw ainda em 2026, reforçando a posição do projeto como uma das iniciativas de maior engajamento da comunidade brasileira de League of Legends.

Matheus Araújo

Sou Publicitário por formação, editor de vídeo, social media e redator do site Gamers & Games. Minha paixão pelos games começou com um Polystation e foi consolidada pelos inúmeros momentos vividos no PlayStation 2, console que marcou minha trajetória como jogador. Além do universo dos games, sou cinéfilo e leitor, sempre em busca de boas histórias, seja nos videogames, no cinema ou nos livros.
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