
Call of Duty: Black Ops 7 – Temporada 5: A despedida que poderia ser melhor | Análise
Analisado no PC
A Temporada 5 de Call of Duty: Black Ops 7 e Warzone chegou em 23 de julho de 2026 com a difícil missão de segurar a atenção de uma comunidade que já tem os olhos no próximo capítulo da franquia. E, olhando para o que foi entregue, fica claro que a Treyarch optou por uma abordagem mais conservadora, apostando em um arsenal renovado para compensar uma escassez de novidades verdadeiramente impactantes. A primeira parte da temporada trouxe, de longe, uma das atualizações mais tímidas desse ciclo de vida, e a sensação geral é de que a desenvolvedora está jogando no seguro, reciclando conteúdo em vez de arriscar.

O multiplayer da Temporada 5 trouxe três mapas no lançamento. O destaque é Jubilee, uma vila rural japonesa em festival com um salão de pachinko… é um mapa competente, mas a ambientação japonesa em Black Ops 7 já cansou. Os remasters são Frequency (de Black Ops 4), que funciona bem com a jogabilidade atual, e Dig (de Black Ops 2), que veio originalmente de World at War e é pequeno demais para partidas que não sejam um tiroteio constante. Na atualização de meio de temporada, chegaram mais dois: Turbo Tilt, um mapa inspirado em Nuketown dentro de uma máquina de pinball, e Freerun: Descent, um novo percurso de obstáculos para o modo Corrida Livre.
Se tem um modo que ainda recebe o carinho que merece, é o Zumbis. No lançamento, a temporada trouxe o mapa de sobrevivência Eidskallen Lighthouse, além do Modo Direcionado e do desafio Starting Room para o mapa Kowakujō, e novas playlists para o mapa Astra Malorum. Se tem um modo que ainda recebe o carinho que merece, é o Zumbis. No lançamento, a temporada trouxe o mapa de sobrevivência Eidskallen Lighthouse, além do Modo Direcionado e do desafio Starting Room para o mapa Kowakujō, e novas playlists para o mapa Astra Malorum.

A Temporada 5 de Warzone trouxe como principal novidade o ponto de interesse Drone Labs em Verdansk, uma instalação que introduz drones de suprimentos e um veículo blindado JLTV. Em termos de modos, a temporada adicionou opções por tempo limitado como o Heavy Metal Heroes, um combate 50v50 com veículos pesados e poderes especiais, e o Lockdown Casual para quem busca uma experiência mais relaxada. O grande movimento da temporada, no entanto, foi a consolidação do Battle Royale Casual como uma playlist permanente, onde a maioria do lobby é composta por bots controlados por IA e o matchmaking é mais leve, criando um espaço de baixa pressão para aquecer, treinar ou completar desafios. Essa separação entre o modo Casual e o modo Normal reflete a tentativa da desenvolvedora de lidar com o crescente abismo de habilidade entre jogadores casuais e competitivos, um problema que tem afastado parte da comunidade e gerado discussões sobre a acessibilidade do jogo.
O modo cooperativo Endgame ganhou uma nova missão chamada Burn Run, uma corrida contra o tempo em um veículo carregado de explosivos. Atropelar inimigos e objetos adiciona segundos valiosos ao cronômetro. A temporada também introduziu Ability Boosts, melhorias raras para habilidades que podem reduzir o tempo de recarga, aumentar a munição ou adicionar novos tipos de dano. A Temporada 5 também foi a última oportunidade de jogar Endgame gratuitamente.

O arsenal foi o grande foco desta atualização. Quatro novas armas chegaram:
- FG42 (Fuzil de Assalto): versão futurista da clássica arma da Segunda Guerra Mundial. É um fuzil automático versátil, com baixo recuo e alta precisão. Disponível via Passe de Batalha.
- Gremlin (Submetralhadora): vem com akimbo desde o desbloqueio, com alta mobilidade e precisão de disparo sem mirar. Disponível via Passe de Batalha.
- Mammoth (Metralhadora Leve): disponível via eventos.
- Mace (Arma Branca): um maça para combate corpo a corpo.
A FG42 é, sem dúvida, a grande estrela da temporada. Ela chega para ocupar um espaço no meta e deve ser a primeira escolha de muitos jogadores. A Gremlin é uma aposta mais ousada… funciona bem para quem gosta de jogar agressivo, mas exige adaptação. Já a Mammoth e a Mace são adições que cumprem seu papel, mas não devem revolucionar o jogo.
A Temporada 5 de Call of Duty: Black Ops 7 chega em um momento delicado para a franquia, e a atualização reflete esse cansaço. A aposta em armas como a FG42, que chega para roubar a cena, e no retorno do operador Spectre são acertos que mantêm a chama acesa. O desfecho da história de Zumbis com Rex Infernus promete ser um dos momentos mais memoráveis do jogo, e a adição do modo Heavy Metal Heroes em Warzone traz um fôlego diferente para o battle royale. No entanto, a escassez de mapas inéditos, a escolha questionável dos remasters e uma primeira parte da temporada que foi uma das mais fracas do ciclo fazem com que esta atualização dificilmente fique marcada entre as melhores. O multiplayer, embora funcional, parece operar no piloto automático, e a sensação de que Black Ops 7 está encerrando seu ciclo com mais um capítulo competente, mas não memorável, é difícil de ignorar.
Veredito Gamers & Games:
“A Temporada 5 entrega bons conteúdos para Zumbis e Warzone e tem na FG42 seu principal destaque, mas a falta de novidades impactantes faz com que o ciclo de Black Ops 7 se encerre de forma competente, porém pouco memorável.”








